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17 de julho de 2008 - 12:18Análises

O alemão que se salvou


A Red Bull anunciou hoje em Hockenheim o que todo mundo já sabia: Sebastian Vettel será “promovido”, saindo da Toro Rosso para assumir a vaga do aposentado David Coulthard na Red Bull em 2009. Corrida na Alemanha, hora certa para o anúncio. Até porque, diria eu, trata-se da primeira boa notícia envolvendo um piloto alemão nesta temporada.

O ano começou com um recorde: cinco alemães presentes inscritos, o equivalente a um quarto no grid da Fórmula 1, depois da debandada da Super Aguri. A maioria deles jovens e promissores talentos, dando a impressão de que iniciava-se uma nova era de domínio germânico.

Porém, em oito corridas, todas as previsões se desmancharam. Vettel conseguiu sua promoção, é verdade, mas muito pelo que fez no ano passado. À exceção do GP de Mônaco, no qual guiou como veterano e chegou num brilhante quinto lugar, pouco fez além de bater nas primeiras voltas da maior parte das corridas.

Adrian Sutil vive fase parecida com a de Vettel. Brilhou em Mônaco, mas bate demais e, para piorar, vem sendo obscurecido pelo veterano Fisichella na Force India. Sua cotação vem caindo a cada prova.

Nico Rosberg, já em sua terceira temporada, segue caminho parecido. Era incensado como uma das possíveis surpresas do ano e não pára de decepcionar. Os seguidos bicos perdidos nas corridas são prova disso – entre Mônaco e Canadá foram quatro -, e o herdeiro de Keke Rosberg chega à metade da temporada empatado em pontos com seu companheiro Kazuki Nakajima. O que, convenhamos, é muito pouco. Pelas boas performances em classificação, continua bem cotado. Mas se os resultados continuarem escassos, perderá valor em pouco tempo.

Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, chegou à Toyota sem grandes expectativas. Porém, esperava-se pelo menos uma luta mais árdua com Jarno Trulli, veterano às vésperas da aposentadoria. Não está acontecendo. Glock tem apenas 5 pontos marcados, contra 20 do companheiro. Em grids de largada, vem sendo goleado por 7×2. Além disso, acumula rodadas e batidas. Muitas delas, infantis.

E o quinto tedesco, Nick Heidfeld, o mais experiente, também vem sucumbindo. Foi muito bem em Silverstone com um segundo lugar, mas não vem sendo nem sombra para Robert Kubica. Dos cinco, é aquele de quem mais se esperava em 2008, cogitando-se até uma provável primeira vitória. Ironicamente, ela chegou para seu companheiro de equipe, que briga pela ponta da tabela. Com 36 pontos, Nick está bem posicionado – a apenas 12 do líder – e não faz um campeonato ruim. Mas está longe do que dele se esperava.

Cinco pilotos, cinco decepções. Sebastian Vettel garantiu boa posição para o ano que vem e, até agora, é o alemão que se salva em 2008. Por acaso ou não, é o único deles que tem mais pontos na tabela do que o companheiro de equipe.

Nico Rosberg e Nick Heidfeld também devem garantir bons contratos para o ano que vem, mas é fato que o futuro do automobilismo germânico já não é mais visto com o mesmo otimismo de alguns meses atrás. Ainda há tempo, o cenário pode mudar. Mas, se a tônica for a das primeiras etapas desta temporada, restará aos alemães torcer por BMW e Mercedes. A geração pós-Schumacher não emplaca.

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comentários

12 comentários

  1. Anonymous disse:

    a toro rosso deste ano é a arrows de 2000

    carro bem desenvolvido cois e tal chefia competendo mas foram pelo menos ums 10 pontos jogados fora nessas corridas mas ela teria um peça de reposição par o ano que vem?????

    cassio

  2. Anonymous disse:

    O Nick Heidfeld está somente a 12 pontos do líder e ainda assim não faz uma boa tempoarada, mesmo com os vários problemas que teve nas classificações? Não entendo mais nada.

    Lauda

  3. rrzauli disse:

    No início depois de 1946 era proibido até inscrição de piloto alemão em Grande Prêmio, por isso o Hans Stuck correu de Formula 2 a vida quase toda, salvo algumas sob bandeira austríaca. Quando o Schummy apareceu em 1991 era a coisa mais rara de se ver, coincidentemente o outro alemão que tinha aquele ano nem contrato fixo tnha, Michael Bartels. Ele foi o o terceiro ou quarto alemão que ganhou corrida depois de 1950 (antes dele, Wolfgang von Tripps (3), Jochen Mass (1)) sendo que a maioria dos que apareceram nem largou (inclusive aquele cara da ATS que não tava classificado pro GP da Alemanha de 1976, se aproveitou que o semáforo quebrou e saiu junto com todo mundo quando agitaram a bandeira nacional da Alemanha, haha). Aí teve o trauma do Stefan Bellof não ter tido o tempo dele de emplacar. Depois o Schumacher venceu pra ele e pro Bellof, e pra uns dez. 91 vitórias, quase que as do Prost e as do Senna somadas. Depois a coisa inflacionou, os caras até beliscaram vitórias e pódios, (entre os brasileiros não teve muito essa de beliscar vitória não… os que venceu venceu) encheu o grid de alemães, mas como tudo enche o saco e vira piada velha logo logo voltam aos seus devidos lugares.

  4. Anonymous disse:

    que merda, essa corja do FG é muito prolixa, como se fosse uma puta coisa gostosa ler vinte mil vezes que esse mongolão do vettel foi pra red bull

  5. Capelli disse:

    Nelson Piquet Jr nasceu em território alemão, mas sua nacionalidade é brasileira. Ele não é alemão.

  6. Anonymous disse:

    São seis alemães. O Piquet Jr é alemão também.

  7. Anonymous disse:

    Já que falaram dos brasileiros, é interessante o paralelo que se pode fazer com o Brasil. Depois de onze temporadas com seis títulos para brasileiros (Piquet e Senna), uma enxurrada de pilotos brasileiros chegaram à F1, mas em dado momento percebemos que nenhum deles tinha grandes chances de ser campeão.

    O Felipe Massa é o piloto que tem a chance mais concreta de ser campeão desde Ayrton Senna em 91 e pode nem conseguir, mas, mesmo se conseguir, será praticamente 20 anos e dezenas de pilotos brasileiros fracassados depois da última conquista brasileira, bem depois da “era dos brasileiros (fracassados) na F1″.

  8. terramex disse:

    Não adianta, piloto que faz repetidas cagadas e algumas boas provas, não vai pra frente. É melhor ser um piloto mediano e consistente do que um Massa da vida, que ganha uma prova e na seguinte parece piloto japonês de fim de grid. Também não boto fé no Bruno Senna. (Ch)oremos!

  9. verde disse:

    Até um tempo atrás, as categorias de base tinham em Michael Ammermüller, Nico Hülkenberg e Christian Vietoris três potenciais vencedores na F1.

    Um foi demitido da melhor equipe da GP2 e foi parar na F-Master.
    O outro, apesar de ter vencido a A1, não consegue fazer duas corridas boas seguidas na F3, mesmo sendo muito mais experiente que o resto.
    E o terceiro não vem aparecendo nem na A1 nem na F3.

    A bruxa está rondando as carreiras dos tedescos…

  10. Frederico Cesar disse:

    Infelizmente o automobilismo no Brasil está abandonado, principalmente com relação aos fórmulas, aqui no Rio de Janeiro praticamente acabou o autódromo de Jacarepaguá devido as obras do Pan. Restará torcer para que o Massa consiga ser campeão, pois só assim haverá algum interesse de modificar tal situação.

  11. Oritracon disse:

    concordo com este comentário!

    oritracon.blogspot.com

  12. Juliano disse:

    Ainda assim, o futuro dos pilotos germânicos na F1 é muito mais promissor do que o dos brasileiros, afinal, depois de Rubens Barrichello o único piloto que virou alguma coisa na categoria foi o Felipe Massa, que a todo momento (a exemplo de Rubens) é severamente criticado. Nelsinho até agora não disse a que veio, e não sei se o Bruno Senna vai pagar caro pelos 10 anos que ficou parado. Quanto ao Di Grassi, acho que ele não vai ser apadrinhado pelo Briatore, infelizmente, pois ele é nossa última esperança de algo no futuro. Depois do Di Grassi e do Senna, qual outro piloto brasileiro tem potencial para almejar a F1????

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