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31 de janeiro de 2011 - 16:50Análises, Automobilismo, Novos carros

Pra incomodar

A Lotus malaia surgiu na Fórmula 1 no ano passado cercada de desconfianças. Embora trouxesse com ela o nome de uma das lendárias equipes da categoria, não dava pinta de ser um projeto sério. A escolha dos pilotos, por exemplo, suscitou muitas interrogações: um quase-aposentado Jarno Trulli acompaanhado do descartado Heikki Kovalainen, que passou por duas grandes equipes (Renault e McLaren) e não foi aprovado.

Mas, contra todos os prognósticos, o time de Tony Fernandes fez uma temporada honesta. Demonstrou ter um carro confiável e, mesmo tendo passado longe dos pontos, ganhou – e bem – da badalada Virgin. Ganhar da Hispania já era esperado, dada a precariedade do time espanhol. Assim, foi a melhor estreante de 2010 e garantiu um certo fôlego para 2011.

E o relativo sucesso da primeira temporada serve de combustível para a segunda. O time trocou os claudicantes motores Cosworth pelos Renault, campeões do mundo com a Red Bull. O objetivo da equipe é claro: marcar pontos e incomodar os times médios. Um pódio ocasional, quem sabe? A fraca dupla de pilotos persiste, mas se com um carro bom até Andrea de Cesaris e Bertrand Gachot fizeram bonito com a Jordan há 20 anos, por que para a Lotus não é possível?

O carro novo está ali, escondido no meio de toda a equipe. É tímido, o coitado.
Foto: Divulgação/Lotus

Sim, é possível. Mas, antes de qualquer coisa, é preciso entrar na pista. O lançamento do novo carro, o T128, agendado para hoje, não passou da divulgação de simulações em computação gráfica. Até pintou uma foto da equipe inteira cercando o bólido, o deixando praticamente escondido. Esquisito pacas.

Como esquisita é a briga com a Renault, que quer tirar do time o direito de usar o nome Lotus. Mas, ao que parece, não vão levar. A própria FIA já vem tratando a “Lotus Renault” como Renault, num indicativo do que deve ser decidido nos tribunais nas próximas semanas. A Renault deve ficar apenas com o patrocínio da Lotus. Enquanto que a Lotus, que compra motores da Renault, vai estampar o logo da marca francesa no bico do carro. Teremos duas Lotus-Renault, mas na verdade não teremos nenhuma. No fim das contas, são duas empresas brigando na justiça para terem o direito de ser o que não são.

Esse é o mundo moderno, imagem é o que importa.

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comentários

6 comentários

  1. Daniel Ramos de Oliveira disse:

    Eu coloco fé nessa Lotus da Malaia.Acho que ela vai incomodar as tradicionais do pelotão dos médios,ainda mais com o motor o Renault,tou colocando fé nesse carro,parece que os caras agora tão começando a
    aprender a fazer F1.
    Só essa dupla de pilotos que eu não tou colocando muita fé,o Jarno Trulli até que vai,já que o cara quando tá com um carro bom,até que anda bem e incomoda pra caramba os outros que querem ultrapassar ele.Só que o Finlandês,não coloco fé não,acho que poderiam ter escolhido um piloto mais “agressivo e rápido”,um doido meio estilo Pastor Maldonado(rs.).

  2. Igor Padrão disse:

    A Lotus malaia, é como gosto de chamar essa equipe encantadora. Pode não ter apresentado o melhor dos desempenhos em seu ano de estréia, mas certamente foi a campeã das “pequenas” da formula 1. E isso quer dizer algo. Com um golpe de mestre Tony Fernandes conseguiu atrair bastante atenção para sua pequena equipe: ressuscitar uma equipe histórica.
    Pouco conheço do imbróglio entre as equipes pretendentes ao nome Lotus, não sei quem juridicamente tem merecimento deste nome. Mas penso que Tony Fernandes tem o mérito da originalidade e da paixão, pois, por mais que tenha sido um bom negócio trazer novamente ao “circo” o nome da flor oriental (oriental como sua equipe), essa idéia só poderia surgir da mente de uma pessoa apaixonada pelo esporte a motor.
    Como nem tudo são flores, me desagrada sua dupla de pilotos, que nunca demonstraram ímpeto suficiente para provar que foram alguém na Formula 1. Porém compreendo que a passagem de ambos em equipes de ponta, bem como a kilometragem deles, acaba gerando um conjunto de qualidades deveras interassente para uma equipe que busca se estabelecer.
    Por último, ressalto a beleza do carro. O “british green” lhe cai muito bem e, junto com a simplicidade da disposição dos patrocinadores, acaba por criar um dos mais belos carros do grid.

  3. Julio disse:

    Esse carro é bonito demais! RT @ivancapelli
    Post sobre o lançamento da Lotus (a malaia), lá no blog. http://j.mp/fQ8tgF

  4. Team Lotus: Uma equipe para incomodar http://migre.me/3MNQv #f1

  5. lucastex - f1 disse:

    Pra incomodar http://goo.gl/fb/FA2b3 #análises #automobilismo #novoscarros #heikkikovalainen #jarnotrulli #lotus #renault

  6. Capelli disse:

    Post sobre o lançamento da Lotus (a malaia), lá no blog. http://j.mp/fQ8tgF

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