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2 de fevereiro de 2011 - 17:02Análises, Automobilismo, Novos carros

Falta ambição

Equipe número 2 da Red Bull, nascida do espólio da simpática Minardi, a Toro Rosso surgiu para fazer apenas figuração na Fórmula 1. E assim foi nos seus primeiros anos, até que, dentro da estratégia de servir de plataforma de lançamento de jovens pilotos da Red Bull, teve a bênção de contar com Sebastian Vettel em um de seus cockpits por uma temporada e meia.

O salto técnico da Toro Rosso em 2008 foi impressionante. De time da rabeira conquistou status de equipe média e provou até o gostinho da vitória, num inesquecível GP chuvoso em Monza. Terminou aquela temporada à frente da própria Red Bull, criando um certo constrangimento nos austríacos.

Sabe-se lá se por causa disso ou não, o fato é que a partir daí a relação do time italiano com a fábrica de energéticos azedou. Vettel foi para a Red Bull e Didi Mateschitz chegou a ensaiar a venda da equipe, que acabou não acontecendo. A parceria técnica com o time principal acabou e agora são praticamente dois times independentes, ainda que Didi continue aportando dinheiro e escolhendo seus pilotos.

O STR6 no estúdio: bem diferente do primo RB7.
Foto: Divulgação/Red Bull

O lançamento do STR6 ontem deixou bem claro esse distanciamento técnico. O carro é bem diferente do RB7 da Red Bull, com um bico mais baixo, linhas menos agressivas e uma tampa de motor mais convencional. O propulsor que empurrará o bólido continua sendo Ferrari e a dupla de pilotos segue a mesma do ano passado: Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi, talvez a mais fraca de toda a Fórmula 1.

A perspectiva da Toro Rosso é de mais uma temporada fazendo figuração, numa versão meio torta do lema do Barão de Coubertin, que dizia que “o importante é competir”. No caso deles, talvez o importante seja apenas estar presente, desenvolver pilotos e exibir a marca. Tarefa que, um dia, já foi das cada vez mais indigentes categorias de base.

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7 comentários

  1. Daniel Ramos de Oliveira disse:

    A Toro Rosso é uma das equipes que eu mais gosto.Não sei porque,mais a Toro Rosso,tem tudo que pra mim uma equipe teria que ter,e me parece ser super simpática,e a galera da equipe também parece ser bem show.O problema dela,é justamente a falta de ambição,e acredito que um certo medo de perder o forte patrocínio da Red Bull,mesmo tendo outros muito fortes.
    Ainda sonho em um dia,dá a louca na Volkswagen e adquirir de vez essa equipe(sendo que a mesma é patrocinadora,mas não faz nada,só coloca dinheiro,e coloca o símbolo bem pequeno em algum lugar do carro,que ninguém sabe onde tá,acho que nem eles mesmos sabem rs.).Pegar esse carro,desenvolver um novo carro,montar um motor pela a equipe da Volkswagen,e me colocar a marca “LAMBORGHINI”,como nome da equipe,deixar esse touro e pintá-lo em dourado,pintar o carro inteiro de Preto.Imagina como ficaria?Isso é um sonho meu.Quem sabe um dia?

  2. Gustavo Lucena disse:

    A Toro Rosso deveria ter pelo menos trocado a sua fraca dupla de pilotos.

    Nem Buemi nem Alguersuari dão pinta que serão aproveitados pela matriz que, numa eventual saída de Vettel e/ou Webber, deve recorrer a pilotos mais talentosos como Kobayashi, Sutil ou Hulkenberg.

  3. Falta ambição:
    Equipe número 2 da Red Bull, nascida do espólio da simpática Minardi, a Toro Rosso nasceu para f… http://bit.ly/hM2XeM

  4. highdownforce disse:

    Oh Capelli, justo quando o time finalmente inova todos ficam falando que o design é pouco ambicioso e convencional?!

    Tem há muita cosia de convencional no STR6, na verdade.

    A equipe em si realmente é pouco ambiciosa, diz ter como meta o 8º lugar no campeonato, mas o carro desta vez não o é. Este utiliza o mesmo conceito da Ferrari 92A com um assoalho duplo.

    Ferrari 92A
    http://i79.servimg.com/u/f79/14/79/55/26/ferrar10.jpg

    STR6
    http://i79.servimg.com/u/f79/14/79/55/26/23415210.jpg

    Ascanelli finalmente tirou um coelho da própria cartola ao invés de depender dos recursos da irmã maior.

    Se vai funcionar, aí são outros 500…

  5. Capelli, será que de repente a Williams não retoma a pintura clássica dos anos 80/90 – famosa nas mãos de grandes pilotos, principalmente Nigel Mansell – para o FW33?

    Há uma onda retrô no ar, e o esquema de cores é o da Venezuela, que é quem vai bancar a brincadeira esse ano…

    Sei lá, tô achando possível, e seria bacana.

  6. Felipe Maciel disse:

    Sendo que a utilidade da Toro Rosso na divulgação da marca me parece cada vez menos expressiva graças a Red Bull em ritmo vencedor. Se os pilotos do programa de talentos continuarem decepcionando, vai ser difícil encontrar uma razão para a STR continuar na F1.

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