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3 de fevereiro de 2011 - 12:47Análises, Automobilismo, Novos carros

Para voltar ao topo

A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. Imaginava-se um arremedo de time: além do carro branco e sem patrocínios, as temporadas anteriores da Honda foram um verdadeiro desastre. Mas, contrariando a lógica, a Brawn nasceu vencedora. Ganhou a corrida de estreia e ainda terminou o ano de 2009 campeã de pilotos e construtores. Nascia ali uma lenda.

Nascia, mas morria rapidamente, com apenas uma temporada. Num lance surpreendente, a Mercedes deu de ombros para a McLaren e comprou a maior parte da equipe campeã. Surgiu ali a Mercedes GP. Em outro lance não menos surpreendente, os alemães tiraram Michael Schumacher da aposentadoria, montando ali o que parecia ser um supertime, talvez a favorita de 2010. Não colou. Os resultados foram escassos, apenas o quarto lugar entre os construtores. O heptacampeão Schumacher decepcionou e a grata surpresa foi Nico Rosberg, que conseguiu subir três vezes ao pódio. Ainda assim, pouco para quem vinha de um título mundial.

Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação.
Foto: Divulgação/Mercedes

Um paradoxo curioso se formou. Quando ninguém esperava nada, o time foi lá e ganhou tudo. Quando se imaginava uma potência, sucumbiu. Assim, talvez a receita da Mercedes em 2011 seja a de não gerar expectativa alguma. Quem sabe assim os resultados surjam ao natural.

A dupla de pilotos foi mantida, mas agora uma enorme interrogação paira sobre Michael Schumacher. Aos 42 anos, já andou até cancelando testes no simulador, por causar-lhe enjoos. Não parece mais ser capaz de causar medo aos adversários como um dia já foi. Nico Rosberg é a esperança de vitórias, mas para isso precisa de um carro de primeira.

O W02, modelo para esta temporada, foi lançado na terça-feira passada, durante os testes em Valência. No design, é arrojado. Possui uma frente proeminente parecendo um bico de pato e uma pintura prateada com belos detalhes verdes (ou azuis, depende do gosto do freguês). Pelo dinheiro investido e pelos nomes envolvidos, é um time que não deve ser menosprezado. A concorrência com McLaren, Ferrari e Red Bull será dura, mas a Mercedes espera, ao menos, deixar a desconfortável quarta posição entre as grandes da F1. O grande desafio é voltar à ponta.

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comentários

7 comentários

  1. Murilo disse:

    Eu me lembro como se fosse hoje, os sabichões, entendidos e mães Dinah`s dizendo “mesmo aos 41 anos, Schumacher iria ganhar uma corrida em 2010, principalmente no final do ano, mais adaptado ao carro”. Pois é… Schumacher foi decepção total. E não me venham dizer que a Mercedes é ruim, que NÃO É. Ele que estava muito mal!!

    Schummy nunca deveria ter voltado a F1, velho, aos 41 anos disputando com essa molecada fortíssima (Vettel, Alonso, Hamilton, Button, Webber, Massa, Kobayashi, etc), se alguém tem dúvidas Rosberg, que não é nenhum gênio, está tirando o sono do Schummy.

    Tá mais que provado que seus adversários pós-Senna foram a Williams 95/96/97 e a McLaren 98/99. Hill, Villeneuve e Hakkinen, não estavam do nível dele, mas seus carros fê-los paracerem estar. Isso gerou uma ilusão que esses pilotos faziam frente ao Schummy. Depois de 2000, nem precisa falar que ele não teve adversários com aquela fantástica Ferrari. Ou alguém acha que Barrichello fez frente a ele??

    Um dos melhores? Com certeza.

    Gênio? Tenho dúvidas…

  2. Gaspar disse:

    Capelli, por causa da mudança dos pneus, as equipes que estão usando o carro de 2010 não teriam uma vantagem??? Pois tem uma base mais adequada de comparação do comportamento do carro e identificar o que realmente muda?

    Quanto ao carro da Mercedes, é o mais bonito mas não sei se vai fazer mais que no ano passado…. Falta piloto.

  3. Thiago Pereira disse:

    Caramba, o blog ta bom hein!

  4. Leonardo Pimenta disse:

    Para voltar ao topo http://bit.ly/fwsROe #F1

  5. Dizer que a Tyrrell ‘virou’ BAR é algo meio polêmico. Em 99, numa matéria da francesa L’Automobile com Craig Pollock, ele dizia que o staff da Tyrrell se dispersou, a sede do time mudou de Ockham para Brackley e a maior parte dos funcionários vieram de outros lugares, como Williams e Benetton. Ainda assim, devido às questões de inscrição da FIA, uma pode ser considerada ‘herdeira’ da outra.

    A Mercedes é um grande ponto de interrogação. Com um grid abarrotado de alemães, é óbvio que a mobilização nacional em torno de uma equipe prateada tende a se fortalecer. Mas a gente sabe como são as montadoras, retiram centenas de milhões do orçamento de uma hora para a outra. Sabe-se lá quanto tempo eles estão dispostos a gastar antes de vencer um GP ou conquistar um campeonato.

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