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15 de maio de 2012 - 13:16Análises, Automobilismo

Coluna de hoje – Sopapo com luvas de pelica

Pastor Maldonado estreou na F1 há um ano, mas sempre foi visto com certa desconfiança. Não pela categoria que lhe acolheu, mas sim pela nação vizinha maior e mais rica ao sul do Equador. Um venezuelano na F1? Patrocinado por uma estatal? Bancado por um “ditador”? E muita gente torceu o nariz.

O fato de ser campeão e recordista de vitórias na GP2, categoria de acesso à F1, não importou. Aliás, a mais básica das análises não costuma ser o forte de quem questiona o talento de alguém baseado em algo tão superficial quanto o país em que nasceu, a cor da pele, seu sotaque ou a espessura de suas sobrancelhas. Se o meu ambiente diz que ele é apenas um bicho exótico, por que me preocupar em estudá-lo e entender o que ele está fazendo na F1?

Continue lendo no site Grande Prêmio.

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comentários

25 comentários

  1. roberto vitor disse:

    Credo! pastor maldonado e pior que barrichello.kkkkkkkkkkk

  2. Peter disse:

    Recordista de vitórias na GP2, hahahahaha
    Com 4 anos na categoria, até eu. Ele quase foi jubilado!
    Me lembrou de um antigo slogan da Folha de São Paulo:
    É possível contar um monte de mentiras dizendo apenas a verdade.
    Este post é uma mentira.

    Pela mor de deus. Esperava mais deste blog. Piloto mediano, sim. Venceu bem e tal, mas continua sendo mediano. Afobado, erra muito, etc. Menos, gente, menos.

  3. Gustavo disse:

    Sempre que tento não cosigo acessar o grandepremio. A pagina carrega e carrega e carrega e fazem 2 dias que tento ler a coluna neste horario (sao 6.30 da manha), e o site nao abre. Tem algum problema lá? =(

  4. Fabio Vasconcellos disse:

    Diminuir um piloto apenas por ele estar na F1 na condição de “piloto-pagante” é falta de visão da realidade atual do “circo”. Com exceção das grandes (Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull), todas as demais equipes carecem de dinheiro para completar o orçamento, ou para ter um orçamento que lhes permita ser mais competitivas. E diante disso, todas abrirão as portas para que trouxer um bom patrocinador.

    Pilotos bons e ruins sempre existirão, pagantes ou não. O Alonso sempre levou bastante dinheiro espanhol para as equipes por onde passou, seja com a Telefonica, seja com o Santander. Hoje é um extra-série, bem remunerado para correr, mas o dinheiro lhe abriu portas no início. Hamilton e Vettel foram abraçados por programas de desenvolvimento, não precisaram bater de porta em porta para conseguir um cockpit. São igualmente extra-séries.

    Muitos outros pilotos, alguns até com muito potencial, pagaram para correr, não tiveram a sorte de estar na hora certa, no lugar certo, e ficaram pelo caminho. Lucas Di Grassi e Timo Glock também foram muito bem na GP2, só que quebraram a cara ao acreditar no projeto da Virgin/Marussia. Um perdeu o bonde da F1, o outro se arrasta temporada atrás de temporada no fundão do grid… cairão no limbo da história da F1.

    Maldonado, Senna, Peres, Grosjean e outros estão aproveitando, cada um a sua maneira, um regulamento que embaralhou as coisas e lhes permitiu mostrar serviço. Maldonado e Peres fizeram corridas fantásticas, valorizaram seu passe. O Senna fez corridas boas, mas está pagando o preço por se classificar pessimamente.

  5. Flávio Mendonça disse:

    Pois é, ano passado eu comentei em algum blog (ñ lembro qual) do site Grande Premio que se o Maldonado está andando perto do Barrichello este ano (2011) é sinal de que ele não é um simples pay-per-driver. Só faltou me colocarem na forca.

  6. Fernando Cruz disse:

    Esta vitória do Maldonado é também uma bofetada de luva branca contra os demagogos que falam que alguns pilotos só lá estão porque são pagantes. Alguns outros, invejosos, continuam a acusar Bruno Senna de só estar na F1 graças ao poder do dinheiro. A verdade é que o poder do dinheiro inviabilizou que o Bruno entrasse na F1 com a Honda em 2009, como teria merecido. Tinha resultados para entrar sem ter de pagar mas com a saída dos japoneses e todos os efeitos da crise global acabou por perder 3 anos sem uma época normal. Com dinheiro teria entrado em 2009, ou o mais tardar em 2010 numa equipa estabelecida, infelizmente o dinheiro só apareceu muito tarde. Agora quase todos os jovens têm de pagar bem para entrar, só o talento não basta. Portanto deixem-se de hipocrisias e invejas mesquinhas.

  7. Felipe Goltz disse:

    Engraçados, os “experts” em F1. Até pouco tempo, o dono deste blog escrevia que Maldonado e “mal danado”, estabanado e outros “ados” pouco abonadores. Agora que o cara ganhou, e bem, começa o discurso “ah, eu sempre disse que ele era bom, coisa e tal”. Pelamor. Espelho em casa é bom e faz bem, como diria um adágio das antigas.

  8. Douglas Dias disse:

    Só tem um porém na coluna:

    As críticas a contratação do Maldonado vieram, muito, em função de terem trocado o Hülkenberg, que fez uma boa temporada de estréia, por ele.
    Campeão da GP2 ou não, não acho que a Williams tomou lá o caminho mais “nobre”. Fizeram por dinheiro sim. Quis o destino que o piloto não era nenhuma baba, e vem mostrando bons resultados desde então.
    Mesmo caso desse ano: o Bruno Senna só entrou devido ao tamanho das costas, e também vem sim, se mostrando melhor do que a encomenda (um 6º e um 7º lugares bem consideráveis, que estão sendo esquecidos por muita gente).

    Lógico que o Maldonado é mais piloto que o Senna. Só acho que já está tão chato essa história de tacara pedra em pilotos brasileiros (vide alguns comentários) quanto os ufanistas de plantão que demoraram 3 anos para admitir que, por exemplo, don Alonso é muito mais piloto que todos os brasileiros que aportaram na F1 nos últimos 20 anso.

    • Genesco disse:

      Diria melhor. Diria que, com exceção a Schumacher, Don Alonso é muito mais piloto que qualquer um de qualquer nação que aportou na F1 nos últimos 20 anos…

      • Lucas disse:

        Eu tiraria até o “com exceção a Schumacher”, pra mim está cada vez mais claro que ele é o melhor que apareceu desde aqueles tempos de Prost/Senna…

  9. Lucas disse:

    É curioso lembrar que após o Barrichello bater o Maldonado por uma diferença muito pequena ano passado (4 a 2), não foram poucos os comentários tipo “tá vendo, mal consegue ganhar de um pagante, tá na hora de liberar o cockpit pros novos talentos”. Veio o “novo talento” e olha no que deu. Sinceramente, creio que Barrichello estaria fazendo muito melhor que os dois “novos talentos” (um deles já não tão novo) brasileiros se estivesse no carro deles.

  10. Lucas R disse:

    A vitória de Maldonado foi fruto de um excelente trabalho da equipe e do piloto.

    Trabalho da equipe, que tinha um carro capaz de marcar tempos dignos de primeira fila no Qualify. E trabalho do piloto, que foi competente o suficiente para fazer a sua parte em marcar tal tempo.

    Trabalho da equipe, que tinha um carro que andava mais rápido que a Ferrari de Alonso com os mesmos pneus e trabalho do piloto em tirar proveito disso marcando tempos bastante consistentes e não deixando Alonso escapar após ser ultrapassado na primeira curva.

    Trabalho da equipe em traçar a estratégia de trocar os pneus antes de Alonso tendo a possibilidade de descontar a diferença andando ainda mais rápido com pneus novos enquanto Alonso estava com pneus desgastados e trabalho do piloto em conseguir fazer a estratégia funcionar, ultrapassando Alonso nos boxes.

    Na última parada a equipe se atrapalhou em fazer o seu trabalho, mas isso não custou mais do que a vantagem ganha sobre Alonso quando o espanhol fora atrapalhado pela Marússia de Timo Glock. Mesmo assim, Maldonado fez a sua parte, resistindo ao ataque de Alonso e sua asa móvel, e utilizando os retardatários – no caso, Felipe Massa – para ter o direito de também usar a asa e aumentar a distância para mais de 1 segundo, o que impediria Alonso de usar a asa novamente.

    Maldonado também fez sua parte em poupar pneus para o final, o que fez com que Alonso, já sem pneus, não conseguisse mais alcançá-lo.

    Com esse verdadeiro trabalho em equipe, a vitória foi incontestável.

  11. Concordo totalmente com o texto. E serei honesto em admitir que não confiava muito no Maldonado. Me surpreendeu nesse inicio de ano e creio que, se mantiver a cabeça no lugar, pode ir longe.

    Agora, tenho certeza que Maldanado tera o apelido mantido, mas agora com um destaque para danado. Muito danado esse venezuelano!

  12. Gustavo disse:

    O verdadeiro pay-per-drive, filhinho de papai que só pilota na F1 pelo dinheiro é o Bruno Senna. Vai levar surra do Maldonado o ano inteiro. Pilota no nome e no dinheiro da Embratel, MRV e sei lá mais quantas. Uma fraude.

    • Fernando Cruz disse:

      Mais um invejoso. A F1 é um desporto para ricos, parece que muita gente ainda não entendeu! O Bruno nasceu num berço de ouro, tal como o Ayrton e quase todos os pilotos que chegam e fazem carreira na F1! Mas já que têm tanta inveja porque não arranjarem outro alvo, alguém a quem tudo tenha corrido bem? Não vêem que o acidente do Ayrton em Imola inviabilizou que o Bruno tivesse chegado à F1 muito mais cedo e com uma preparação muito melhor??? Vocês são burros ou fazem-se de burros? Mesmo com tantos azares na carreira o Bruno estava a andar de igual para igual com o Maldonado nas corridas, teve um mau fim de semana mas tudo pode mudar rapidamente! Mesmo que assim não seja o Bruno merece respeito, depois dos anos que perdeu ninguém lhe pode exigir que tenha sucesso na F1! Fraude são os invejosos e cobardes!

      • Felipe Goltz disse:

        ” A F1 é um desporto para ricos, parece que muita gente ainda não entendeu! ”

        >>> Por acaso você já ouviu falar de um certo Nelson Piquet Souto Maior? Nunca recebeu um tostão da família para correr. Fez o caminho das pedras sozinho até chegar a F3 na Inglaterra. Dinheiro é importante, sim. Mas sem talento, dança.

        • Fernando Cruz disse:

          Há sempre exceções. Além de Piquet também consta que o Lauda nunca usou dinheiro da família para começar no automobilismo. Ambos eram de famílias abastadas. O meu comentário foi dirigido aos que criticam o Bruno por ser de boas famílias e ter dinheiro para fazer o que gosta. Mas isso também aconteceu com o Ayrton e tantos outros. No entanto há muitos a quem tudo corre bem, enquanto o Bruno teve muitos contratempos que o impediram de chegar à F1 com uma preparação muito melhor. Mesmo assim chegou onde chegou por mérito, o dinheiro ajuda mas sem talento não teria ido longe.

    • Rodrigo CPQ disse:

      Engraçado que antes da corrida de domingo, a tal “fraude” estava bem à frente do “piloto de verdade” na classificação do campeonato. Sinceramente, quando é que vamos conseguir falar bem de um piloto sem desmerecer algum outro? Gosto de ver pilotos como Raikkonen, Alonso, Kubica (torço demais pela volta dele, mas acho difícil) e afins pilotar. Mas pra falar bem deles, porque eu deveria malhar Massa, Schumacher, Rosberg e outros que não gosto tanto?
      A tal “fraude” não é uma fraude, senão não estaria andando como está. O tal “piloto de verdade” e tão de verdade como os outros 23 que compõem o grid. Se tem mais talento ou menos talento, é outra história.

  13. Marques disse:

    Exaltemos o Maldonado. É ditador mesmo, não “ditador”.
    Concordo com tudo. Esse ano o piloto venezuelano parece ter amadurecido sendo capaz de uma pilotagem correta e controlada como a que vimos domingo.

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