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30 de maio de 2012 - 14:52Análises, Automobilismo, Colunas

Coluna de ontem – A importância de largar na frente

Vivemos uma fase curiosa na F1. Dada a imprevisibilidade do comportamento dos pneus e a facilidade de ultrapassar (o que não vale para Mônaco, lógico), desde o ano passado as equipes passaram a não dar a habitual atenção aos treinos de classificação. Não raramente, pilotos de ponta vêm abrindo mão de voltas rápidas no final do treino para poupar um jogo de pneus para a corrida. Assim, largam em nono ou décimo lugar, mas ainda visando uma boa posição na prova, ou mesmo a vitória. Porém, na prática, a estratégia tem se provado ineficaz. Por mais que a temporada 2012 esteja imprevisível, com corridas emocionantes e muitas ultrapassagens, uma máxima antiga continua valendo: largar na frente é meio caminho andado para a vitória.

Vejamos: em quatro das seis corridas disputadas até aqui, o pole-position venceu. Em cinco das seis, o vencedor saiu da primeira fila. A única exceção foi Fernando Alonso, que havia largado em oitavo, na Malásia. Porém, foi uma prova com uma dinâmica totalmente diferente: choveu, foi interrompida, teve montagem de barracas, Safety Car entrou na pista e tudo mais. O fato consumado é que, em situações normais de corrida nesta temporada, só ganhou quem largou na frente.

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comentários

9 comentários

  1. Carlos Ganhadeiro disse:

    Sempre me perguntei o porquê de terem construído uma piscina justamente no caminho para o melhor ponto de ultrapassagem existente no antigo circuito de Mônaco…

  2. Fabio Vasconcellos disse:

    Os argumentos do Capelli e do Tiago são bons. O Tiago foi preciso. Abre mão de marcar tempo quem sabe quem não tem condições de brigar pela pole e nem pelas 6 primeiras posições. Quem sabe que vai brigar lá na frente, em geral não abre mão disso por um jogo de pneus. Quem sabe que não tem carro para ir além do 8º posto, não vai queimar dois jogos de pneu para ter certeza disso.

    A FIA poderia resolver essa questão, criando dois jogos de pneu de exceção, de classificação, que seriam usados somente no Q3, e não poderiam ser usados na corrida. Seria uma forma de fazer a briga pela pole se tornar mais legítima, sem preocupações com desgaste de borracha.

    • Capelli disse:

      A grande questão é: nos treinos, menos de 1s tem separado o 1º do 16º no Q2. Do 1º ao 10º, às vezes é menos de meio segundo. Dá pra cravar que alguém entre os 10 não tem carro pra fazer a pole? No meu entender, todos têm.

      • Daniel disse:

        Concordo.
        Quando o carro não tá bom e é certo que não vai melhorar mais do que 3 posições, até entendo o cara preferir largar em 10 do que 7,8.
        Mas dizer que é boa estratégia largar de 7 para cima, do que entre os 3, ridículo.
        Sei que vendo de fora e após o resultado é muito mais fácil criticar, mas que tem muita estratégia HORRÍVEL nessas equipes de F1 isso tem.

      • Fabio Vasconcellos disse:

        Eu também acho um desperdício o camarada chegar até o Q3 para ficar com o carro estacionado na garagem. Mas, que o raciocínio que as equipes e os pilotos a essa atitude deve ser “se não dá para a pole e nem para as 3 primeiras filas, então é melhor poupar pneus”, deve.

        Que base eles consideram para achar que não dá para brigar mais na frente, principalmente num campeonato tão equilibrado, aí eu realmente não imagino.

  3. Mas será que as equipes estão com esse mesmo entendimento?
    Ainda passamos quase metade do Q3 esperando alguém fazer uma volta rápida. E a maioria dos que vão optam por uma única tentativa, quando poderiam fazer as 2 normais, ou até 3, caso a vontade pela pole fosse tão grande mesmo.

    Talvez fosse o caso de rever essa regra dos pneus. Não tenho como afirmar como ficaria melhor, talvez jogos diferentes pra corrida e pro treino, excetuando o pneu usado na pole. Só acho que a regra atual é que está complicando um pouco.

    Pessoalmente, gostaria de ver o estilo antigo de classificação, com 1 hora de pista livre pra todos tentarem o quanto quiserem. Mas confesso que isso também pode gerar monotonia.

  4. Mauricio disse:

    Tiago, os números mostrados pelo Capelli vão contra a tua lógica.

    Sair na frente ainda continua sendo um bom negócio.

    • Tiago disse:

      Sim, mas quem poupa pneus no Q3 sabe que não tem chance de fazer a pole, não é verdade? Aí vale mais o cara usar um jogo novo e fazer o 9º tempo ou guardá-lo pra corrida e sair em 10º? Continuo achando que vale a pena economizar na classificação para tentar se dar bem na corrida (leia-se ganhar algumas posições, como o Vettel em Mônaco, por exemplo – ganhou 6 posições numa corrida onde praticamente não houve ultrapassagens, não valeu a pena?!)

  5. Tiago disse:

    O detalhe é o seguinte: se o piloto usa mais de 2 jogos de pneus macios (quis dizer os mais macios disponíveis para a etapa), quantos sobrarão para ele na corrida? Aí vale a pena ele largar um pouco mais na frente e andar com mais pneus duros que macios na corrida, que são cerca de 1s mais lento por volta?! Acho que não, estão certos em poupar os pneus… Em Mônaco, Vettel lutou para chegar ao Q3, sabia que não conseguiria a pole, então ele apostou na tática e deu certo: de 10º para 4º, ficando apenas 3 pontos atrás de Alonso.

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