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12 de junho de 2012 - 11:13Análises, Automobilismo, Colunas, Curiosidades, História

Coluna de hoje: Empolgante, emocionante, e isso basta

Praticamente todo mundo que me lê por aqui, no blog, no Facebook ou no Twitter sabe que acompanho F1 desde moleque. E eu fui um moleque precoce que, com um perfil levemente obsessivo, começou se debruçar sobre tudo que envolvia este esporte que me empolgava. Assim, desde cedo me tornei um sujeito chato, daqueles que não lembra a cor da cueca que está usando mas que descreve em detalhes a cor da McLaren de Keke Rosberg no GP de Portugal de 1986 (sim, era amarela).

Peço desculpas por este preâmbulo egotrip, mas ele serve para explicar que não é exagero dizer que estou nessa parada há mais de 25 anos, embora ainda não tenha nem 35 de idade. É claro que, tão jovem, não havia como perceber determinados aspectos do esporte. Com dez anos, não tinha a mesma compreensão do mundo que tenho hoje (embora naquela época fosse bem mais divertido), então é lógico que recordações daquela época tendam a ser mais falhas no aspecto lógico. Porém, por outro lado, são mais carregadas de emoção e, até, de sensibilidade. Colocando as duas coisas na balança, avaliando daqui e dali, não hesito em afirmar (pausa dramática): 2012 é a mais empolgante temporada de F1 que já acompanhei.

Continue lendo no site Grande Prêmio.

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comentários

28 comentários

  1. Bruno disse:

    O saudosismo fala alto nessas horas porque hoje olhamos para Piquet, Senna, Prost e Lauda apenas vendo o que de melhor fizeram e aí vemos os pilotos de hoje nos momentos bons e ruins. Daqui a trinta anos os pilotos de hoje serão lembardos pelo que de melhor fizeram e não vão lembrar da “artificialidade” da qual, particularmente penso ser supervalorizada. Vão falar de como o Button venceu o Gp do Canadá de 2011 depois de 5 pit stops e no meio de um dilúvio ou de como o Vetttel dominou um campeonato ou ainda de como Alonso (campeão mundial ou nao) carregou a Ferrari nas costas em 2012. Só aí, depois de tamto tempo, serão os heróis da geração que vier.

  2. Ednei Rovida disse:

    Ótima coluna, como sempre, Capelli. Parabéns!
    Temos quase a mesma idade e o mesmo tempo de acompanhamento da Fórmula 1 e concordo contigo sobre 2012 ser a temporada mais emocionante.
    A questão é que o tempo passa e a F1 nunca voltará a ser como foi nos anos 80, nos anos 90 ou em outros tempos. Mudaram as pessoas, os equipamentos, as tecnologias. Dentro de tudo que temos hoje, a F1 está se mantendo com regulamentos estranhos para não virar o monólogo ou, no máximo, o diálogo que virou Le Mans, por exemplo (na P1).
    Um abraço!

  3. alf disse:

    Capelli, poste os seus pitacos do treino do GP de Valência. Desde já agradeço !

  4. Carlos Eduardo Galvão disse:

    Acho um campeonato equilibrado, mas cheio de corridas chatas, maquiadas por um “show” de ultrapassagens artificiais, propiciadas pela asa móvel e diferenças no estado de conservação dos pneus.
    Preferia as “entediantes” temporadas da segunda metade da década de 90, quando comecei acompanhar a F1, do que esse atual cenário.

  5. Bruna Sena disse:

    Olá
    Seus textos são maravilhosos !!!!
    Assim como você criei também um blog relacionado a automobilismo pois é um esporte que me encanta e fascina
    E, a velocidade corre em minhas veias, desde criança estou no meio dos eventos automobilísticos e ao passar dos anos a minha paixão e admiração por esse esporte só aumenta
    Será um enorme prazer em convidá-lo a acessar o meu blog : Largando na frente
    Você pode encontrá-lo também no face como : Largando na frente
    Agradecida

  6. Pedro Araújo disse:

    Isso mesmo, Capelli!

    Minhas primeiras lembranças de F1 é eu moleque vendo o Fittipaldi correr de Copersucar – ainda amarela – e ficando puto com os adultos fazendo pouco caso com a equipe – acho que era ’78, eu tinha 6 anos.

    Tudo bem que eu tenho muitas saudades da primeira metade dos ’80, mas esse ano é o mais legal que eu já acompanhei!

    Só quero ver como vai ser voltar ao “normal” ano que vem…

  7. Mauricio disse:

    Continuo achando apenas uma coisa muito artificial na F1. O DRS.

    O Koba ta ai para provar que o braço, na hora de ultrapassar, vale muito! O Velho Schummy também prova que coragem ainda vale muito na F1.

    Agora ouvir de pilotos de ponta a tremenda asneira tipo: Sem DRS é impossível ultrapassar hoje na F1; é de doer (Vettel em uma entrevista ao David Letterman).

    Quanto ao seu texto, muito bom, mas continuo achando o que disse acima.

    Retirar o DRS não vai fazer diferença alguma.

  8. MARCO ANTONIO disse:

    Lembro-me da dobradinha brasileira Piquet-Senna em 1986 no autódromo de Jacarepaguá. Eu estava lá, ao vivo, na arquibancada da reta oposta, setor “E”, com 10 anos de idade. Entendo o que quis dizer. Mas pergundo: você sabe quando teremos o prazer de ver uma dobradinha brasileira? E uma sequencia de sete vitórias brasileiras consecutivas, 3 de Piquet e 4 de Senna como em em 90/91? Realmente está está sendo a temporada de início mais intrigante, mas ficará melhor no fim, quando se delinearão os pretendentes ao título. Aí, o campeonato de 1986 foi show. Lembra da foto da mureta? Abraço.

  9. Fernando Melo disse:

    Ótimo texto! Só não concordo que tênis seja uma raquete e uma bolinha. É um jogo extremamente mental e tem muitas variáveis. Ser destro e jogar contra um canhoto, por exemplo, faz uma baita diferença.
    Mas sobre o automobilismo é isso aí mesmo. Por exemplo: nos anos 90 a DTM adotava um sistema de lastro nos carros. Quem vencia, ia recebendo peso extra no carro até um limite máximo. Não sei se isso é usado até hoje, mas de qualquer forma, é um jeito de tentar criar uma variável diferente.

    • Capelli disse:

      Mas é claro que não é só uma raquete e uma bolinha. A ideia é comparar os recursos necessários. O tênis é objetivo neste sentido: são poucos equipamentos, simples, que não têm grande diferença entre si. A diferença está no atleta. Na F1, há uma incontável miríade de equipamentos relacionados e somente o talento do piloto não é suficiente para determinar o melhor.

  10. Sandro Marques disse:

    Eu estava justamente tentando explicar exatamente isso em uma conversa que tive durante a corrida.
    Parabéns Capelli, conseguiu sintetizar tudo nesta excelente coluna.

  11. André França disse:

    “em que uma raquete e uma bolinha bastam para definir quem é o melhor. ”
    Precisa mais do que uma raquete, além de várias outras coisas, outra raquete do outro lado da rede: Só uma só se for contra a parede =P~
    Curto tanto tênis quanto Automobilismo, e apesar de gostar de carros desde muleque, é bem mais acessível jogar tênis do que ser piloto, ehhehehehehe

  12. Felipe Fugazi disse:

    Hoje a diferença entre os carros é muito menor que antes, basta olhar o grid nos anos 80 ou 90.
    O que fez as coisas serem assim?
    O regulamento é restritivo?
    Sim, mas se não fosse assim ninguém mais iria querer participar do Mundial.
    Ele ficaria restrito as Ferraris e Mclarens.
    A Red Bull por exemplo não iria esperar 5 temporadas para ver o fruto do seu investimento aparecer.
    Eu não esperaria.
    Só discordo por exemplo do uso do KERS e do DRS.
    Acho que deveriam ser usados mais vezes em uma volta.
    O Audi R18 e-quattro que irá correr em Le Mans nesse fim de semana usará o “KERS” deles em todas as saidas de chincanes na reta Mullsane.
    Freiou…carregou…pode usar a vontade.
    Já o DRS acho que deveria ser usado em todas as retas com mais de 500 metros por exemplo.
    Interlagos, Monza, Hockenheim, Sepang, Suzuka e outras pistas se enquadram nesse perfil.
    No mais, acho está bem a categoria.

  13. Leonardo disse:

    Para mim o maior problema não está nos pneus e sim nessa asa móvel, não me parece uma ultrapassagem justa quando se concretiza usando- se este recurso e o carro da frente fica impotente. Na minha opinião deveria ser um recurso de livre utilização por parte do piloto, ele usa no local e hora que achar melhor, e o que vai à frente a mesma coisa. Assim um poderia surpreender o outro acionando o sistema em um ponto inesperado, e seria uma briga mais justa.

    • Mauricio disse:

      O risco de acidentes aumentaria também. O DRS é oito ou oitenta. Ou se usa como está ou não se usa em lugar nenhum.
      Vettel, em uma brincadeira que esta no blog do Vitor comenta isso a respeito da dificuldade de se ultrapassar na categoria. Sem o DRS é quase impossível!

  14. Fernando disse:

    Permita-me discordar de ti Capelli.

    Comparando com o futebol, um jogo pode ser 0×0 e ser emocionante? Sim.
    Mas nada tira a emoção de um gol.
    Para mim (e acredito que para muitos) o “gol” do automobilismo são as ultrapassagens.

    A temporada de 2012 vai ficar conhecida pelo equilíbrio, pelos 7 vencedores diferentes nas 7 primeiras corridas. Mas não pelas ultrapassagens fantásticas que tinnhamos antigamente.

    Daqui a 10 anos haverá conversas de botequim do tipo “vc lembra que 1986 Piquet fez uma ultrapassagem fantástica sobre Senna na Hungria.” e não haverá ninguém comentando “vc lembra da ultrapassagem fantástica do Hamilton sobre o Alonso no Canadá em 2012?”

    A temporada de 2012 está emocionante? SIm, sem dúvidas. Muito legal de acompanhar. Mas não há nada de genial ou fantástico nela.

  15. Mauricio disse:

    Não sou saudosista, mas às vezes fico imaginando o que seria a temporada de 1988 se Piquet continuasse na Williams (e a Honda com ele). A Williams continuaria o foguete que era em 1987, dando a Piquet e Mansell condições de lutar de igual pra igual com Prost e Senna.
    Seria uma guerra de titãns, não?
    Mas Piquet foi correr no meio do pelotão pela Lotus, a Williams e Mansell se arrastaram o ano inteiro com os motores Judd e o campeonato se resumiu à briga particular na McLaren.

    • Jader disse:

      Piquet saiu porque não tinha mais clima na equipe. A relação com o Mansell era muito complicada.

      E o carro da McLaren não era bom somente por causa do motor, tanto é que a Lotus não fez lá grandes coisas mesmo tendo o motor Honda.

      • Mauricio disse:

        Sim, Williams e McLaren tinham carros muito melhores que a Lotus, que a essa altura já havia iniciado sua espiral descendente rumo à falência. Tanto é que a Williams dominou completamente a temporada de 87, tendo o mesmo motor que a Lotus.

  16. Jader disse:

    “Prefiro me divertir assistindo corridas assim do que me refestelando com lembranças artificiais”.

    O correto seria:

    Prefiro me divertir assistindo corridas assim a me refestelar com lembranças artificiais.

    Desculpe a chatice.

    Gosto do teu blog e faço a correto porque gosto da forma como tu escreves.

  17. Fábio Eduardo disse:

    É isso mesmo concordo plenamente. É uma pena que tenha muita gente que so assiste f1 se tiver brasileiro ganhando. Alias tenho ate medo do ano que vem não ter nenhum brasileiro no grid, imagine a Globo boicotando a F1 como faz com a estoque, colocando lançamento de dardos, prova de natação ou qualquer outra coisa que não tem muita relevancia. Espero que isso não aconteça com a transmissão da F1.

  18. Marcelo disse:

    Capelli,

    Genero, numero e grau.
    Viva o Uncle Bernie.

    Abraços.

  19. Vinícius Lucas disse:

    Coluna sensacional, nota 10!
    Parabéns Capelli.

  20. flavio perillo disse:

    Concordo com tudo! E as temporadas boas foram justamente as que existiam variáveis.
    McLAren amarela? Seria Marlboro Light? Acho que sim.
    Abraços

  21. Lucio Dantas dos santos disse:

    concordo plenamente tenho 51 anos assisto formula desde a decáda 70, esse ano 2012 e o melhor nunca vi coisa igual está sensacional, quanto aos saudosistas é em tudo na vida falam que ano tal era melhor algumas coisa sim outras não.

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