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17 de fevereiro de 2008 - 21:43Análises, Estatísticas

Tapando o sol com a peneira

Hoje assisti a uma reportagem no Esporte Espetacular sobre a tradição de países como Brasil e Finlândia na Fórmula 1. Carlos Gil traçou alguns paralelos interessantes: ambos os países possuem três campeões do mundo e dois pilotos entre as três principais equipes da categoria em 2008.

Entrevistado, Heikki Kovalainen tocou, de forma inocente até, o dedo em uma grande ferida. Nas palavras do finlandês:

“Interessantes essas coincidências, nunca havia percebido. E até me surpreende, o Brasil deve estar fazendo alguma coisa errada. Nós somos apenas 5 milhões, compare com o tamanho do seu país…”

Porém, em vez de abordar o assunto espinhoso, que daria muito pano pra manga, a reportagem preferiu sair pela tangente. Respondeu à constatação de Kovalainen com uma tabelinha, dizendo que “não é bem assim”, já que o Brasil tem oito títulos mundiais e é o país que mais títulos conquistou na história. Separando, convenientemente, Escócia e Inglaterra, que correm sob o Union Jack do Reino Unido.

Uma meia-verdade estrategicamente utilizada para tapar o sol com a peneira, um resgate histórico para fazer valer o Brasil-sil-sil varonil, ignorando solenemente o cenário sombrio que é a realidade atual do esporte a motor no país.

Mas a gente sabe o motivo de tudo isso. O Brasil de verdade não é aquele que “a gente vê por aqui”.

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comentários

38 comentários

  1. Bruno Bernardo disse:

    Onde assino?

    Brilhante comentário Capelli! Tipico ufanismo cego que nos cerca…

  2. Michel disse:

    André,

    foi um chute sim, mas não uma bobagem.

    O fenômeno dos anos 80 Piquet/Senna não foi aproveitado. E nem vai ser. A verdade é que ter pilotos na categoria máxima já é muito para o Brasil, e sendo alguns de equipe de ponta (Massa) torna-se um grande feito.

    Vou fazer uma analogia com o nosso futebol. Eu sou torcedor do Santos Futebol Clube. Por muitos anos o Peixe jogou só com o nome, vivia do passado de Pelé e tal. Foi se apequenando.
    Foi preciso uma sacudida (deixar de contratar medalhões e apostar na base) para voltar a vencer.

    O automobilismo brasileiro está indo para o mesmo caminho. E nada vai mudar, infelizmente. A menos que alguém ACORDE.

  3. André Pessoa disse:

    CaioZer0, eu acho que você não entendeu a minha mensagem. Eu não fiz defesa de confederação nenhuma, nem de situação atual nenhuma. Eu apenas disse que a frase do piloto foi uma bobagem, um chute, nada a ver com o aspecto visionário que foi percebido nela por alguns.

  4. Diego Borges disse:

    hummm…entendi o ponto que você quis chegar agora…de fato..isso é muito triste…

  5. K2 disse:

    No Brasil corrida de automóveis estão relegadas a pessoas de poder aquisitivo elevado devido ao seu alto custo. A quantidade de praticantes, tanto no Brasil quanto na Finlândia deve ser a mesma, em números absolutos. E não tem como ser de forma diferente. O esporte e caro mesmo e só pratica que tem muita bala na agulha. Vivemos em um país míseravel, essa é a verdade. Minha curiosidade é saber qual o percentual da população praticante de automobilismo.

  6. Anonymous disse:

    agradeça isso, a seu carlos col e a seu aurélio félix, palmas para eles…

  7. Anonymous disse:

    de q adianta ter 1000 titulos de F1 se faz tempo q o nosso automoblismo se resume a um campeonato de bolhas e outro de caminhoes… e outra… se a finlanda com apenas 5 milhoes de habitantes tem o nivel de vida e valoriza o esporte, eles q tiveram a consciencia de seguir esse caminho e parabens pra ele… enquanto isso a gente fica aqui idolatrando o futebol e cagando pra arrumar quem sabe uma medalha de ouro numa olimpiada.

  8. Lima disse:

    Capelli,

    Em seu começo de carreira, o Senna não competiu em nenhuma categoria de Formula no Brasil. Foi campeão de Kart sul americano e depois foi direto para a Formula Ford 1600 inglesa.

    A Formula Super V, na qual Piquet e Emerson competiram e tiveram suas formações, poderia até ser chamada de”profissional”, mas nada que pudesse ser comparada com os campeonatos de Formula na Europa.

    A verdade é a seguinte, o Brasil não tem cultura automobilística, estruturada em clubes e associações fortes. Talvez por que nenhum hobby no Brasil se estruture sob essa forma, organizada e socialmente ativa, que serve também como forma de sociabilidade e convívio. Nos Estados Unidos até quem gosta de conchas do mar está razoavelmente organizado!

    A Finlândia pode ser pequenas, mas está na Europa, cercada, de países que tem exatamente essa cultura automobilística que o Brasil não tem. E isso contamina!

    Além do mais, automobilismo é um esporte de elite e essa elite no Brasil, que pode financiar um esporte tão caro sem se preocupar com o seguro social ou plano médico, deve ser bem menor que o total de habitantes da Finlândia.

    Enfim, nunca teremos cultura automobilística, nem federações ou clubes destinados a estruturar e fazer o automobilismo forte.

    É só dar uma olhadinha no esporte número um no Brasil e você entenderá…

    Abração!

  9. CaioZer0 disse:

    André Pessoa, então faça-nos o favor de dizer o que o nosso país (governo, emissoras de televisão, órgãos do automobilismo nacional…) está fazendo de correto para melhorar a situação do automobilismo em território nacional, principalmente voltado aos monopostos, já que o tema é a Formula 1 e categorias de escola para a mesma.

  10. Felipe Maciel disse:

    Perfeita análise, Capelli.

    Na hora em que assitia à matéria e ouvi o comentário do Kovalainen, pensei logo na CBA e seu plano de destruição do automobilismo nacional.

    O finlandês fez uma brincadeira, mal sabe ele existe algo muito errado por aqui sim. Também temo pelo futuro do potencial brasileiro no automobilismo, o quadro atual não nos dá muitas esperanças…

  11. André Pessoa disse:

    Sinceramente, não consigo entender a defesa que você faz de um piloto que não conhece absolutamente nada da realidade brasileira ou do automobilismo daqui, que deu um chute totalmente idiota, e que fez uma observação que, torcida desse jeito, poderia ser usado para praticamente qualquer coisa de qualquer país.

    É assim agora? Qualquer um que apontar o dedo para o Brasil e disser que nós estamos errados será saudado como um visionário capaz de “colocar o dedo na ferida”? Putz…

  12. Capelli disse:

    Mazorca, a questão é que a Inglaterra não é um país, mas sim uma nação. O país chama-se Reino Unido e congrega as nações/reinos Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales.

    Pode ser uma questão meramente conceitual, mas é errado dizer que o Brasil é o país com mais títulos. Dizer que é a “nação” estaria certo, mas também seria uma distorção apenas com o objetivo de enquadrar tecnicamente uma estatística favorável.

    Diego, a crítica não é sobre a Globo fazer ou não fazer algo pelo automobilismo. Nem é este o papel dela. A crítica é ao acobertamento dos fatos, a relembrar o passado para rebater uma constatação absolutamente correta do Kovalainen. Nosso passado no automobilismo é brilhante. Mas o presente tem cara de último suspiro, com uma perspectiva de futuro desalentadora. Kova, meio sem querer, acertou na mosca. Estamos fazendo muita coisa errada.

  13. Diego Borges disse:

    Capelli,

    acho que sim, a detentora dos direitos de imagem poderia realmente tratar algumas coisas de uma forma “diferente”.

    Mas pego como exemplo os EUA, onde eles possuem “N” emissoras de televisão competentes e especializadas em esportes a motor.

    Temos também a antiga “O CANAL DO ESPORTE” que já não faz quase que mais nada pelo esporte.

    Então não dá para exigir tudo de uma emissora apenas.

    O esporte a motor não oferece mais competidores no nosso país por falta de incentivo tanto por divulgação quanto por competência de alguns empresários da própria area.

    Talvez se existisse uma seriedade maior na hora de encarar o esporte no nosso país, teríamos com certeza a nossa “NASCAR” a nossa INDY, e empresários que teriam interesse em auxiliar na construção de novos autódromos desde que existisse público para isso e emissoras interessadas.

    (falta incentivo político também).

    Moramos num país com uma das maiores extensões territoriais, tamanho de continente.

    Poderíamos ter corridas em solo seco, em florestas, em centros urbanos e N outros locais.

    Falta muita coisa para isso acontecer.

    Concordo realmente que a emissora atual poderia fazer alguma coisa a mais, porém, não dá para colocar a culpa apenas nela.

    Caso contrário teria que acabar com as novelas, tele jornais e outros programas de entretenimento para passar apenas esporte.

    Opinião apenas…rsrs..

    Uma braço!!

  14. Mazorca disse:

    Só pra esclarecer meu ponto de vista. Por mais que compitam sob a mesma bandeir e dentro da mesma federação, Inglaterra e Escócia não deixam de ser países diferentes. O Brasil é o país que tem mais títulos de pilotos da F1. Já a Federação Britânica é a entidade que mais teve pilotos campeões.

    Claro, na minha opinião.

  15. Anonymous disse:

    Acho um monte de besteira ficar falando da situação econômica do Brasil, pois mesmo considerando que todo mundo na Finlândia fosse rico e pudesse comprar um kart pro filho, muito mais pessoas no Brasil possuem essa condição, mas claramente não fazem porque aqui no Brasil é jogar dinheiro fora, enquanto que lá fora não o é. O que assusta o Kovalainen é que com tanta gente no Brasil e com tanta tradição no automobilismo no passado, o Brasil atualmente se vê apagado no automobilismo, o que significa que algo realmente está sendo feito errado, que é não dar oportunidades a quem quer correr.

  16. Mazorca disse:

    Dizer que o Brasil é o país que mais venceu campeonatos de pilotos na F1 não é uma meia-verdade, é uma verdade inteira. Pois Escócia e Inglaterra, pormais que seus pilotos corram como britânicos, são dois países diferentes.

    Mas claro, nada que vá mudar o preço dos barris de petróleo e que deixe de lado o fato de que o automobilismo de monosposta está a cada dia que passa mais sucateado no país.

  17. João Carlos Viana disse:

    Quero saber o que a Globo ira fazer quando não tiver mais nenhum piloto brasileiro na F1. E isto não está nada longe de acontecer…

  18. verde disse:

    Vermuelen, a diferença básica entre o Brasil e a Finlândia é a capacidade de mobilidade social de uma e de outra.

    O Kimi morava no meio de uma área rural de Espoo e sua casa não tinha banheiro. Mas mesmo assim, com um pouco de esforço, o pai conseguiu comprar um kart. Além do mais, caso ele não quisesse seguir no kart, era só ele estudar. O ensino gratuito finlandês é um dos melhores do mundo.

    E na Republiqueta de Bananas? Pra começar que tudo aqui é caro, inclusive para nós, classe média. Mesmo que você ganhe seus 7 mil reais, não vai conseguir colocar seu filho no kart competitivamente.

    Além do mais, veja o representante da classe baixa finlandesa: tem dinheiro para comer e até ter um kart. Eu diria, com certa segurança, que Kimi veio de uma condição muito superior à da maior parte das classes CD brasileiras.

  19. Anonymous disse:

    outro grande problema é que nas categorias de base por se automobilismo os dirigentes acham que todo mundo tem dinehiro e cobram furtunas, não sei como é o caso nos outros estados mas aqui no RS os preparadores de kart querem cobra algo em torno de 300 reais para abri um motor de kart sem conta as peças isso é um absurdo a propria carteira de piloto já deve esta custando uns 800 reais, sem ter nenhum benefico para os pilotos não tem nenhum retorno, sé os dirigentes abrisem a mente e cobrasem menos teriam mais pilotos dai eles poderiam ganha mais pelo maior numero de pilotos

  20. Vermeulen disse:

    Eu pensei exatamente a mesma coisa quando vi a reportagem. O Brasil tem mais títulos, é verdade, mas conquistados com três pilotos excepcionais, acima da média. O restante pouco fez na categoria. O leitor Renan, com todo o respeito, parece estar desinformado. Se ele viu a reportagem que o mesmo Esporte Espetacular fez ano passado sobre a vida de Kimi Raikkonen, percebeu que Kimi era de origem humilde, morava em uma floresta junto com ursos e lobos. Virou lenda a história de que seu pai deixou de construir um banheiro na casa para comprar um kart para o filho. A Finlândia é país de 1º mundo? É, mas não significa que todos os seus habitantes também o sejam. O Brasil é de 3º mundo? É, mas não há pessoas que enriquecem por aqui? O foco da discussão é outro.

    Dizer que a Finlândia nunca foi “colonizada”, a fim de explicar os problemas do Brasil, é desconhecimento da história do país. Ele, durante muito tempo, pertenceu à Suécia, tanto que até hoje o sueco, além do próprio finlandês, é falado entre seus habitantes. A Finlândia só se tornou independente após a Revolução Russa de 1917. Querem um exemplo mais claro? O que era a Alemanha após as duas Guerras Mundiais? O que a Alemanha é hoje? Tirando a Guerra do Paraguai, o Brasil nunca se viu envolvido em um conflito que pudesse dizimar o país. Os paraguaios são os que sentem até hoje as conseqüências daquela batalha, e não nós.

    Querer justificar o fracasso das categorias de base no Brasil com o poder aquisitivo dos finlandeses, ou até mesmo com o processo de colonização que o país sofreu, é um erro imenso. Não caiam nessa! Há outras razões, e Heikki colocou o dedo na ferida, o que parece ter incomodado muita gente.

  21. Fernando disse:

    O que eu queria falar, o Marcelo falou pouco atrás. É complicado ver um país com tanta tradição na F1 ter os monopostos (aliás, automobilismo, ou melhor, todos os outros esportes) sendo largados de lado. É fácil olhar pra trás e ver que já tivemos uma geração boa de basquete, de vôlei (e que ainda temos), nas piscinas, na ginástica, no tênis. O que acontece? Um se destaca nadando contra a correnteza, é endeusado num dia e esquecido no outro. Não temos uma cultura poliesportiva e somos um povo burro que vive e respira futebol. Os noticiários esportivos falam 90% do tempo sobre futebol, gente. Até tropeço em treino de equipe de várzea de campeonato estadual tem mais destaque que uma quebra de recorde em competição de algum outro esporte. Nessas horas me sinto profundamente frustrado por viver num lugar em que 5 títulos mundiais num esporte simbolizam, para muitos, tudo que o país precisa, ignorando esportes que conquistam muito mais e tem ZERO de apoio.

  22. Marcelo Costa disse:

    Em um País onde muitos passam fome é mais fácil vc dar uma bola para seu filho se divertir do que um kart. Por isso temos muitos craques de bola, o moleque já se destaca na “vázea” logo cedo e é encaminhado a um clube, lá na Finlândia é diferente, em vez de bola a criança ganha um micro computador e depois com 18 anos compra um carro e pilota nas estradas durante 6 meses na neve durante o ano aí já viu o cara vira FERA no volante…pilota em todo tipo de terreno,como o País é rico o cara pode se arriscar no kart ou em Rallie. Pode ver que eles tem vários pilotos de Rallie Campeões Mundiais.E piloto de Rallie tem respeito lá fora…
    Se for ajuntar os Títulos de Formula 1 com os do Mundial de Rallie os Filandeses estão bom de “braço”…Fora as conquistas do Dakar…
    É gente é a realidade, nosso automobilismo foi para o “brejo” e ninguém faz nada. A curto prazo so o Massa para melhorar isso com um Título.Pra mim esse ano é decisivo para ele se não for Campeão esse ano “no braço, raça e sorte né” na frente de Kimi, pode mudar de equipe senão vai virar outro Rubinho…
    Agora em termos de investimento no automobilismo no Brasil…esquece!
    Se nem nos “tempos de ouro” de 1970 a 1991 o Brasil era visto lá fora como um automobilismo de respeito em termos de estrutura não vai ser agora que vai melhorar…
    Dizer que o Brasil tem mais títulos na Formula 1 também não é grande coisa, aqui ninguém se lembra disso…não é como o futebol que há investimentos…E com a nossa “escola” de pilotagem é para poucos, cada ano que passa vai ser difícil de ver um piloto chegando na Formula 1…o que eu to vendo no Brasil é muito filhinho de papai correndo de kart e indo para a Stock-car que não é caminho para a Formula 1.
    A “safra” de pilotos de monopostos brasileiros esta quase a zero.

    Tempos Difíceis…

  23. Anonymous disse:

    Pra falar a verdade o problema do Brasil é que o brasileiro só pensa em sexo, dai o país não vai pra frente… vai pra frente, pra tras, pra frente, pra tras…

  24. Capelli disse:

    Pessoal, acho que estamos focando no ponto errado da discussão. A grande ferida exposta por Kovalainen não é o fato do Brasil ser maior e ter tantos campeões quanto a pequena Finlândia. O cerne da questão é a frase “vocês devem estar fazendo alguma coisa errada”. E estamos! O cenário futuro é desolador, praticamente não temos mais categorias de monopostos no país, não temos um trabalho de fomento a novos talentos. E autódromos, como Jacarepaguá, estão morrendo.

    Panda, você tem absoluta razão quanto ao RAC, me expressei mal. Mas o centro do argumento permanece: todos correm sob a bandeira do Reino Unido, não existe para a FIA a diferenciação Inglaterra/Escócia/Irlanda do Norte/País de Gales.

    Abraço!

    Capelli

  25. L-A. Pandini disse:

    Capelli,

    onde você escreveu “Federação Britânica de Automobilismo”, acho que você quis dizer “Royal Automobile Club”, o famoso RAC. Eu nunca ouvi falar de uma “Federação” britânica.

    O automobilismo de lá é estruturado em clubes, e lá os clubes de automobilismo realmente têm representatividade (ao contrário do que acontece em um certo país sul-americano). Se você olhar o macacão de vários pilotos britânicos da década de 1960, vai ver o logotipo do BRDC (British Racing Drivers Club), do BARC (British Automobile Racing Club) e outros.

    Sei que na Espanha, pelo menos há alguns anos, existiam o RACE (Real Automovil Club de España) e a FEA (Federación Española de Automovilismo). Mas quem dava as cartas mesmo era o RACE.

    Abraços. (LAP)

  26. Anonymous disse:

    O Kovalainen não deixa de ter razão. Mas se formos analisar friamente, o Brasil além de ter mais títulos, é um dos países que mais forneceu pilotos para a Formula 1. José Carlos Pace, emerson Fitipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Felipé Massa, Roberto Pupop Moreno, Maurício Gugelmim, Christian Fitipaldi, Enrique Bernoldi, entre outros que não me lembro agora. Hoje o campo está mais restrito por causa do verdadeiro vestibular que é a GP2. Mas mesmo assim temos dois brasileiros na Renault: Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi. Imaginem só se todos brilhassem. Não quero dizer que não sejam bons pilotos. Alguns até deixaram de ser bons pilotos. Mas se fosse que nem o nosso futebol, o Brasil poderia estar com mais de vinte títulos. E não podemos esquecer que sempre existiram excelentes pilotos como Alain Prost, Nigel Mansel, entre outros.
    Esperemos que Nelsinho Piquet e Felipe Massa venham a honrar essa tradição brasileira na Formula 1.
    Abraço a todos.
    Paulo Santos/RJ

  27. Tuta disse:

    Quantos títulos tem o Kova mesmo?

  28. Anonymous disse:

    Administrar um pais que não foi explorado, colonizado, com população muito menor, área muito menor e com muito menos ladrões é facil falar. Queria ver se eles estivesse em nosso lugar. O brasil só pensa em samba, mulher e futebol, nunca vai pra frente mesmo.

  29. André Pessoa disse:

    Segundo a teoria do Kovalainen, então a China e a Índia deveriam ter o maior número de títulos e pilotos, já que cada um desses países tem mais de 1 bilhão de habitantes…

  30. Anonymous disse:

    o problema é que o automobilismo é caro e não tem o espaço que merece quantos vezes já viram passa alguma corrida de kart na tv para fazer divulgação? tirando a corrida das estrelas? e quando tem ainda os reportes nem para divulga os patrocinador, quem vai quere apoia alguem assim?
    realmente quando passa geração de Nelsinho,Bruno Senna,Di Grassi não vai te muitos pilotos é uma pena mais aqui no Brasil só divulgam futbol memso. e para ajuda a CBA não faz nada que presta não cuida das pistas nem nada.

  31. Marcos Antônio Filho disse:

    quando a geração d eNelsinho,Bruno Senna,Di Grassi se aposentar,não termos ninguém pra subistitui-los,a não ser que surja alguém fenomenal em um estalo,como sempre ocorreu no esporte brasileiro.Kovalainen está certo,Um País que teve Fttipaldi,Piquet e Senna,uma equipe brasileira devia ter mto mais apoio nas categorias de bases de monopostos,mas as empresas brasileiras só apóiam a stock car pq passa na Globo.Em breve a F1 vai ser que nem a motoGP,que por muito tmepo só teve o Alexandre Barros e agora só terá outro piloto quando Deus quiser.

  32. Gustavo disse:

    Concordo 100% com você, Capelli, mesmo pq eu pensei a mesma coisa. O Kovalainen falou tudo. Não que seríamos como no futebol, que brota a toda hora…mas sabemos que passamos por problemas estruturais MUITO grandes e a CBA não faz muuuita coisa não. Achei totalmente errado esse “não é bem assim não”, do Carlos Gil. Acho legal fazer reportagem como a que ele fez, mas sinceramente, eu não gostei dessa parte não.

    Abraço.

  33. Anonymous disse:

    Capelli tudo bom?
    É admiravel mesmo a Finlândia ter tantos pilotos bons assim, pelo fato de ser um país pouco populoso e nem é um dos principais europeus. Entretanto acredito que realmente o Brasil é o melhor do mundo, pq nós somos um país de 3º mundo, as montadoras são todas estrangeiras, vivemos na periferia do globo e mesmo assim nos destacamos num esporte de elite! Quantos de nós que leem seu blog não gostariam de tentar ser pilotos? Existe quantos talentos escondidos país a fora? Lá são 5 milhões que podem tentar o sonho, aquí só os realmente muito abastados. Por isso acima de tudo somos os melhores do mundo. Disparado.

  34. Capelli disse:

    Oi Carlos!

    O caso é que a Federação Britânica de Automobilismo é unificada. Ou seja, para a FIA, não existe Inglaterra nem Escócia, existe Grã-Bretanha.

    Ou seja, nas estatísticas oficiais, o Reino Unido é um país só. Você pode perceber que David Coulthard aparece no pódio com a bandeira britânica e ouve o “God Save the Queen”. O mesmo com Eddie Irvine, que é norte-irlandês.

    Por isso, separar Inglaterra de Escócia numa estatística automobilística é errado.

    Abraço!

    Capelli

  35. Carlos Colangelo disse:

    Pode até ser que a gente não tenha mais categorias escolas pra monoposto, e que isso vai ser um grande problema depois que a geração do Nelsinho, Seninha se aposentar… Mas uma coisa é fato Capelli: O Brasil é sim o país com mais títulos na Fórmula 1! E digo isso sem ufanismo nenhum!! Querer juntar os títulos da Inglaterra e Escócia em um único país, para que o Brasil fique em segundo, parece desculpa pra falar mal do automobilismo brasileiro e blablablabla… E mesmo que se justo os dois paíse como UK, covenhamos que o segundo lugar não é nada mal hein? (na frente de Alemanha, Itália, França… países com grande tradição no automobilismo…)

    Sds,

    Carlos

  36. Bruno disse:

    no momento que kova falou isso eu comentei ca patroa “também, o automobilismo brasileiro anda uma bela *#$&#@!”. eu, sinceramente acho que não viria a calhar falar sobre isso na matéria, mas que realmente é merecida uma matéria dedicada a esse assunto, isso é. ja passou da hora. não que faça alguma diferença, não vai fazer. ma é só pra jogar sal na ferida.

  37. Renan disse:

    Eu acho que o Heikki Kovalainen esqueceu ou nao sabe que, no Brasil são poucos que tem a oportunidade de ter uma carreira automobilistica(pelos autos custosfinanceiros), “Interessantes essas coincidências, nunca havia percebido. E até me surpreende, o Brasil deve estar fazendo alguma coisa errada. Nós somos apenas 5 milhões, compare com o tamanho do seu país…”, logico la os classes media baixa tem o padrao de vida dos ricos assim até eu…

  38. Danilo disse:

    pff.. sobrou para a globo

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