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6 de março de 2008 - 12:18Curiosidades, Do Baú

Do Baú: Caffi na Andrea Moda


Alex Caffi deixou a Fórmula 1 no final da temporada de 1991, ao encerramento de seu contrato com a Arrows. No entanto, chegou a fazer uma aparição-relâmpago na primeira corrida de 1992, na África do Sul, ao volante de uma Andrea Moda.

A equipe do italiano Andrea Sassetti é, até hoje, uma das maiores piadas da história da categoria. Não só pelo carro feio e lento, mas principalmente por passagens pitorescas ocorridas naquela temporada. Na Espanha, o carro de Perry McCarthy não conseguiu andar mais do que 15 metros em todo o final de semana. No Canadá, a equipe correu com motores emprestados pela Brabham. E na Bélgica a equipe acabou, depois que seu dono foi preso pela polícia.

O caso envolvendo Alex Caffi não é menos estranho. Ele e Enrico Bertaggia foram contratados como titulares da Andrea Moda para 1992, equipe que surgia da compra da Coloni. Por causa da troca de comando e de nome, a FIA entendia que a Andrea Moda se tratava de uma nova equipe. E, por isso, cobrava uma taxa de inscrição 100.000 dólares – uma quantia até modesta, se lembrarmos que a taxa hoje gira em torno de 30 milhões.

Mas Sassetti se negava a pagar, sustentando o argumento de que a equipe era uma continuação da Coloni. Na quinta-feira, houve um treino para reconhecimento do circuito de Kyalami – na época, havia um treino extra quando um novo circuito entrava no calendário -, e Caffi deu algumas voltas na pista. Mas a equipe continuou recusando-se a quitar a dívida e a FIA negou sua inscrição para o Grande Prêmio. Na sexta-feira, quando começaram os treinos oficiais, a Andrea Moda foi obrigada a sair do circuito.

A equipe também não participou do GP do México e, então, Caffi e Bertaggia pularam fora. A Andrea Moda só viria a participar de um GP pela primeira vez no Brasil, já com Roberto Moreno ao volante.

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comentários

10 comentários

  1. Allan disse:

    Infelizmente, Caffi foi um dos maiores talentos disperdiçados na F1… Não sei se seria campeão ou venceria provas, mas certamente teria feito bonito e dado espetáculo se ao menos tivesse corrido em uma equipe média.

    Mas posso estar errado. Afinal, a F1 escreve certo por linhas tortas…

  2. Anonymous disse:

    aNDREA mODA ERA MINHA EQUIPE FAVORITA.

    mALDITO cAPS.

  3. Anonymous disse:

    “Caffi e Bertaggia pularam fora”
    ESSA TU ERROU ELES FORAM PRATICAMENTE ENXOTADOS DE LÁ PRA CONTRATA O MCCARTHY E O MORENO
    CORRRIGE AI

    CASSIO

  4. Felipe Mazorca disse:

    A Andrea Moda só teve carros ridículos. Moreno foi um verdadeiro herói ao classificar a equipe. Para as primeras corridas (que não participou) ela iria usar os antigos carros da Coloni de 91, que eram uma evolução do carro do ano anterior, que por sua vez já era um modelo idoso e ultrapassado mesmo em 90. Depois, quando pôde correr de faro, usaram esse modelo que o Germano falou, cujo projeto estava duas temporadas defasado. Só poderia dar no que deu…

  5. Anonymous disse:

    Capelli, coincidência ou ñ no último programete da F1 q passou na globo eles usaram a mesma musica da radioGP….

  6. Germano disse:

    o interessante é q o carro é um aproveitamento de um projeto da BMW encomendado à Simtek

  7. Kirk disse:

    O carro da Andrea Moda podia ate ser lento e fragil (pra nao dizer mal construido), mas feio eu nao achava. Gosto de carros pintados de preto que nem esse. Nao foi com essa equipe que o Moreno se classificou (brilhante e milagrosamente) pra correr em Monaco?

  8. Renato Müller disse:

    E nos treinos para o GP Brasil em Interlagos, o Roberto Moreno, da maior candura, disse que o câmbio saiu na mão dele em uma reta…

  9. Francisco Luz disse:

    A história da Andrea Moda contada no F1rejects.com é sensacional; recomendo a todos.

  10. Anonymous disse:

    “No Canadá, a equipe correu com motores emprestados pela Brabham.”
    Estou curioso sobre isso. Afinal, em 1992 a Brabham já estava absolutamente afundada financeiramente, apelando pra Giovanna Amati…

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