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27 de junho de 2008 - 23:08Análises

Petrobras agora é Honda


A notícia do dia, surpreendente até, é a saída da Petrobras da equipe Williams, passando a fornecer combustíveis e óleos lubrificantes para a Honda em 2009.

Com o acordo da Williams com a Saudi Arabian Airlines para a próxima temporada, já se especulava que a petrolífera brasileira poderia deixar a equipe, já que, segundo rumores, os árabes ocuparão praticamente todo o espaço publicitário dos carros.

Porém, tal explicação não serve para entender os motivos da troca. A Honda, desde o ano passado, não exibe as marcas de seus patrocinadores em seu carro “ecológico”. Logo, um carro como o da simulação acima, exibindo um grande logo da Petrobras, não deve existir. Certamente não foi a exposição na carenagem que motivou tal mudança.

Acredito no desgaste de uma parceria, que já existe há mais de 10 anos e que não rendeu grandes frutos. A Petrobras ingressou na Fórmula 1 em 1998 pela então campeã do mundo e certamente contava com vitórias e títulos. Não aconteceram. Em todo o período, foram apenas 10 GPs vencidos. Em média, menos de um por temporada. Além disso, compromissos com os fornecedores de motores não permitiam o fornecimento de óleos lubrificantes, o que não atendia aos anseios da companhia.

Na Honda, tudo será diferente. É uma equipe que vai mal – atrás inclusive da própria Williams – mas que tem grande estrutura e, principalmente, dinheiro para investir. Com Ross Brawn no comando, não se deve duvidar do potencial dos japoneses. E, creio eu, é nisso que a Petrobras investe.

Fala-se também no desejo da petrolífera de possuir um piloto brasileiro na equipe, o que não conseguia realizar na Williams. Assim, Rubens Barrichello ganharia mais um ano na Honda. Sim, acho que seria mesmo interessante para a Petrobras ter um piloto brasileiro usando seus produtos na Fórmula 1. Mas duvido muito que o nome dos sonhos seja o de Barrichello. Com imagem desgastada e uma injusta fama de lento, o piloto mais experiente da categoria não reúne mais os atributos adequados para ser garoto-propaganda. Pode até ser que ele permaneça na equipe em 2009, mas não deverá ser por pressão da Petrobras. Pelo contrário.

Comentários do Facebook

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15 comentários

  1. Rodrigo Ferreira disse:

    Não concordo com o amigo que abriu os comentários; a Petrobras investe no SAE MiniBaja, evento que muito me orgulho ter feito parte em momento da minha vida. Hoje já expandiu para Formula SAE. Alem disso promovem a Seletiva Petrobras de Kart que hoje é um evento concorrido entre os Kartistas e que dá oportunidade a pilotos de todo o Brasil. Também estão na F-Truck, Rali, Motociclismo, Stock car. Talvez faça falta estarem na F-3 Sulamericana, como já estiveram no passado, mas, sinceramente, acho que uma empresa do porte da Petrobras não deveria entrar em uma categoria fracassada como aquela. Se trouxerem uma F-BMW, uma F-Chevrolet (Opel) decente, aí sim conta com meu apoio. Obrigado à Petrobras, a empresa brasileira que mais investe no automobilismo nacional, e que não está ligada a nenhum nome individual ou atendendo a pedidos políticos.

  2. luiz Sergio disse:

    Penso que quando a Honda tiver um carro para disputar um campeonato com chance de ser campeã, ela não vai confiar nesses dois ótimos pilotos atuáis, por que já passou o momento deles.
    Já lí sobre o Alonso na Honda o ano que vem, ai vai ser perfeito para Petrobras.
    Nessa parte o Rubinho, talvez tenha mais chance de continuar que o inglês, pois ele já provou que aceita ser o segundo.

  3. Anonymous disse:

    Acredito também na possibilidade do Bruno Senna correr pela Honda em 2010.
    Motivos:

    Piloto em alta no mercado
    A possível influência da Petrobras
    e principalmente, a ligação que existe entre o sobrenome Senna e a Honda, principalmente no Japão.

    Pra quem disputa o mercado japonês com a Toyota é uma boa estratégia:

    Green Energy + Consciência Ecológica Global (muito defendido pelo país nipônico) + espectativa de um carro veloz (principalmente mais veloz que a Toyota) e o sobrenome Senna novamente associado à sua marca.

  4. Bruno disse:

    Capelli, sei que não faz parte do assunto, mas eu me lembro que o Barrichello, em 2000, em Imola, correu parte do GP sem cinto de segurança…Confere? E depois que foi adotado o cinto, houve outros casos?
    Obrigado pela atenção,
    Bruno Carvalho Pinheiro

  5. Aderson disse:

    Eu acho que com a chegada do Ross Brawn, essa coisa de correr sem patrocinadores vai cabar.
    A equipe precisa de dinheiro pra desenvolvimento e como o carro corre sem patrocinador nenhum, o dinheiro deve estar vindo todo da Honda; o que eu acho um erro total. E é isso que o Ross Brawn está vendo. Ele já conseguiu eliminar a equipe B da Honda pra que o dinheiro ficasse só pra equipe principal, e deve ter pressionado os dirigentes pra conseguir patrocinadores e assim aumentar mais ainda seu budget.
    Eu acredito sim que em 2009 a equipe volte a ter patrocinadores na sua carenagem.
    Tentar salvar o planeta terra é bom, mas dinheiro dos patrocinadores é melhor ainda.

  6. Carlos SJCampos disse:

    Concordo com o que foi dito sobre o biocombustível, que por se tratar de uma estatal a jogada tb foi política sem dúvida.

  7. Herik disse:

    Pode ser que Barrichello apenas squente a cadeira para a chegada de Bruno Senna em 2010. Como piloto titular.

  8. Dhanny Matos disse:

    Capelli, me tira uma dúvida:

    Por quê nos carros Williams depois da morte do Senna, durante alguns anos se viu o logo “S” do piloto no bico do carro?

  9. rrzauli disse:

    È… ninguém afinal sabe o que essa gente quer… se combustível determinasse nacionalidade de piloto igual tanto se falou quando o Pizzonia fez vestibular para ocupar a vaga na Williams, na pretemporada de 2005, a Ferrari (Shell) deveria ter piloto holandês (tal como a Toro Rosso (Shell)), a Renault (Elf) deveria ter empregado um francês nos últimos tempos, para McLaren (Mobil) e Toyota (Esso), um americano, um francês para Honda (Elf) e para Red Bull (Elf) também, um malaio para BMW (Petronas)….

  10. Glauco Porciuncula disse:

    Quanto a questao de ter um piloto brasileiro na Honda (fora o Rubens), acho que a tacada de marketing seria o Bruno Senna.

    Nome conceituado + empresa conceituada + fabricante de automoveis conceituada – carro de F1 ruim = uma boa propaganda na média.

  11. Glauco Porciuncula disse:

    Bem, a petrobras investiu no Green Energy, conceito criado para a divulgacao do biocombustivel no filme Speed Racer, e tb nos games baseados no filme.

    Quem sabe nao usam recurso semelhante na Honda, aproveitando o carater ecologico dela.

    No minimo seria interessante

  12. Bruno Antônio disse:

    Complemento: Se a equipe, para se associar à ecologia, pintou o carro de tal forma e n colocou nenhum patrocínio, contratar a Petrobrás n seria nada d+!

  13. Bruno Antônio disse:

    Capelli, acho o seguinte: O combustível mais ecológico à equipe mais ecológica, n?! O Brasil defende o etanol, então, c der certo acho q a Honda quer associar ainda mais a marca na ecologia. Bobear, daqui um tempo tem propaganda no carro pelo etanol brasileiro. Ou ao menos no macacão, sei lá. É nisso q a honda aposta, afinal, o Nick Fry q veio ao Brasil né.

  14. Bruno disse:

    *TC2000. falha nossa.

  15. Bruno disse:

    a petrobras é uma impressa interessante…
    apoiam o TC200 na ARGENTINA, mas não fazem quase nada pelo automobilismo de base nacional (ta certo que hoje é inexistente, mas se tem uma empresa que pode reverter esse quadro é ela). dae fica querendo exigir piloto brasileiro na equipe de F1. vai entender.

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