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3 de agosto de 2008 - 11:26Curiosidades, História

GP da Hungria costuma ser cruel


A desolação de Felipe Massa, saindo de sua Ferrari com motor quebrado a três voltas do fim e deixando para trás uma vitória certa, não chega a ser algo anormal em Hungaroring. Pelo menos em outras três circunstâncias, pilotos deixaram o GP da Hungria com o sabor amargo da decepção.

Em 1987, segunda corrida disputada no país, o inglês Nigel Mansell foi absolutamente dominante com sua Williams. Liderava desde a largada e tinha mais de 15s de vantagem sobre seu companheiro Nelson Piquet. Até que, faltando seis voltas para o fim, uma porca que prendia a roda traseira esquerda de seu carro se soltou. O carro ficou completamente desequilibrado e o Leão nem conseguiu voltar aos boxes. Desolado, parou sentado à beira do caminho. Piquet venceu e terminou o ano como campeão.

Dez anos depois, Damon Hill, então campeão do mundo e bastante contestado como piloto, corria em Hungaroring com uma Arrows. Surpreendentemente, obteve um terceiro posto no grid. Na largada, ultrapassou Jacques Villeneuve e ficou acompanhando de perto a Ferrari de Michael Schumacher. Na décima volta, deu o bote e ultrapassou o alemão, assumindo a ponta. Ninguém conseguia acreditar: uma Arrows – com Hill ao volante! – estava na liderança, superando as favoritas Ferrari e Williams. E assim se seguiu até o final da corrida, com Hill chegando a ter mais de 30 segundos de vantagem na ponta. Porém, a três voltas da bandeira quadriculada, uma pane hidráulica comprometeu seu acelerador. Hill mal conseguia trocar marchas e, em certos momentos, o carro quase parava. Villeneuve começou a descontar a diferença e, na última volta, ultrapassou o piloto inglês. Damon, pelo menos, chegou em segundo – melhor resultado dos 24 anos de história da Arrows -, mas perdeu uma vitória histórica.

O circuito de Hungaroring também foi particularmente cruel com outro brasileiro: Rubens Barrichello. Em 1995, com uma Jordan, Rubens fazia uma corrida sensacional, saído de 14º, e tinha um terceiro lugar garantido até a última curva. Porém, seu motor parou de funcionar na entrada da reta de chegada. Sorte de Gerhard Berger, que herdou um inesperado pódio, seu último na Ferrari.

Anos depois, Barrichello contaria que seu motor Peugeot, que quebrava muito, possuía um dispositivo para evitar aquela fumaceira tradicional de quando um propulsor quebra. A fábrica francesa fazia com que seu motor desligasse quando estivesse à beira da “explosão”, para evitar danos à sua imagem. Assim, se o motor do brasileiro tivesse explodido, com direito a fumaça e pedaços voando, provavelmente a Jordan teria embalo suficiente para cruzar a linha de chegada em terceiro.

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comentários

9 comentários

  1. Heraldo Oliveira disse:

    Sabe onde eu encontro esse vídeo do Rubinho não terminando o GP da Hungria de 1995?

    O Cléber Machado estava hilário nesse final de corrida. Ele falando “Vamos ter sambadinha! O Rubinho tá em 3o. ” e quando aparece a classificação ele não aparece e ele “Ué, o Rubinho não terminou? Cadê ele?” . Quando ele vê o Rubinho atravessando o murinho pros boxes ele fala “Meu Deus, ele não terminou!! ”

    Tragicômico! Sem dúvida!

  2. Thiago Raposo disse:

    :-( Ainda teve a afobaçao do Schumacher em 2006, ate que o Heidfeld acertou ele e ele terdeu o titulo…
    Capelli, depois vc troca o link, por favor: http://www.cafecomf1.com

  3. Capelli disse:

    Érico, a porca do Alonso soltou no meio da corrida. Relatei apenas casos que ocorreram nas últimas voltas.

  4. Érico disse:

    Porra, como que você não menciona a corrida de 2006? Alonso foi traído por uma porca solta como o Mansell depois de humilhar todos na chuva. Que não lembra a ultrapassagem por fora do Alonso sobre o Schumacher???

  5. Pezzolo disse:

    em 1994, a Peugeot já tinha aprontado isso: Brundle era o terceiro de Mclaren Peugeot e na última volta o motor quebrou e o terceiro lugar ficou com o Verstappen!

  6. Fábio Andrade disse:

    E a Hungria sacaneou o Barrica em 2003 tmb. O eixo da Ferrari, misteriosamente, quebrou no final da reta dos boxes….

  7. João Gabriel disse:

    Muito injusto, muito azar, o motor do Massa explodir … Depois de sua bela condução …

    Foi realmente cruel … Da possível liderança a 3 lugar no campeonato…

  8. Daniel Médici disse:

    Aliás, esse negócio de azar é relativo… Na história do Damon Hill, foram entrevistar o chefe da Yamaha, fornecedora da Arrows, no fim da corrida. Ele falou: nós demos muita sorte, porque, se o defeito aparecesse uma volta antes, a gente não iria nem chegar ao pódio.

    E não é que ele está certo?

  9. Daniel Médici disse:

    Hungaronazo!!

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