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26 de junho de 2009 - 0:45Curiosidades, História

Um momento angustiante

Há duas semanas, quando preparei aquele Quiz do Capelli, lembrei de um fato envolvendo o atropelamento de um mecânico da equipe Arrows por um carro da própria equipe. Dentre todas as respostas do quiz, foi uma das menos acertadas e que gerou alguns e-mails de leitores questionando sobre o acidente. Assim, tive a ideia para este post.

Foi um momento absolutamente angustiante. Não só pelo fato em si, mas também por todo o contexto no qual esteve envolvido. Assim como no GP de San Marino de 1994, quando uma sucessão de fatos trágicos aparentemente não relacionados aconteceu de forma inacreditável, uma aura negativa cobria aquele final de semana em Zolder, no GP da Bélgica de 1981.

Durante o treino de classificação de sexta-feira, Carlos Reutemann, da Williams, havia atropelado um mecânico da eqiupe Osella, Giovanni Amadeo. O pit lane de Zolder era demasiado apertado e mais hora menos hora, algo assim viria a acontecer. No final da sessão, Amadeo atravessou o pit lane sem perceber a presença de Reutemann, que entrava rápido, mas dentro dos limites de velocidade regulamentares. O mecânico foi atingido por um dos pneus traseiros da Williams, sendo que Reutemann nem percebeu o que havia acontecido. Há inclusive relatos de que o mecânico teria escorregado e caído por sobre o carro que passava, o que explicaria o estranho acidente. Com traumatismo craniano severo, Amadeo foi levado ao hospital em estado grave.

Todo o sábado transcorreu com uma aura ruim e com a informação de que o mecânico estava em coma profundo. Na madrugada de domingo, chega a notícia do diagnóstico de morte cerebral. A Fórmula 1 ficou de luto.

Minutos antes do começo da corrida, mecânicos de diversas equipes resolvem fazer um protesto em frente ao grid de largada, exigindo mais segurança nos pit lanes. Alguns pilotos juntam-se ao movimento, entre eles Gilles Villeneuve, Didier Pironi e Jacques Laffite. Outros ficam batendo boca com os mecânicos, exigindo liberação da pista para que a prova possa iniciar.

Nisso, a direção de prova autoriza o início da volta de apresentação, mesmo com vários pilotos fora de seus carros. O cenário é de caos, mas os carros partem sem maiores incidentes. O problema é que, ao alinhar seu carro para a largada, Nelson Piquet erra a sua posição. A direção de prova permite que ele parta para uma segunda volta de apresentação, enquanto todos os outros carros ficam esperando no grid.

Quando Piquet finalmente alinha, a largada é autorizada. Mas o motor da Arrows de Riccardo Patrese não aguenta um minuto e meio em ponto morto e apaga. Parado no grid, o italiano começa a agitar os braços, e eis que um mecânico seu, Dave Luckett, invade a pista para acionar seu motor novamente.

E aí começam momentos de agonia. Imagine um carro parado no grid, correndo o risco de ser atingido por alguém que vem mais veloz atrás. Agora imagine este carro parado com um mecânico atrás. O provável acontece: outro carro vem e atinge a Arrows de Patrese em cheio, com Luckett no meio. Ironicamente, a outra Arrows inscrita para a prova, do italiano (sim, italiano!) Siegfried Stohr.

A cena é chocante: o mecânico está estirado no chão, desmaiado e com as pernas fora de esquadro. Todos temem pelo pior. E Stohr é o próprio retrato do desespero. Tenta sair do carro, tropeça, quase cai, leva as mãos à cabeça e gesticula sem parar, como que dizendo: “o que eu fiz? o que eu fiz?”.

Passado o susto, Luckett é atendido e seu estado, felizmente, não é grave. Ele tem fraturas nas pernas, mas não corre risco de vida. Assim, a corrida reinicia normalmente, mas sem as duas Arrows. Foi apenas um grande susto, causado por absoluta incompetência da organização da prova, que conseguiu fazer uma besteira atrás da outra.

As marcas do acidente, no entanto, não se apagaram para Siegfried Stohr. Mesmo sendo um psicólogo formado, o italiano não reagiu bem ao fato de quase ter matado um mecânico da própria equipe. Perdeu a velocidade que tinha e nunca mais competiu em bom nível. Nos treinos para o GP da Itália, sofreu um acidente e optou por abandonar as pistas definitivamente. E Luckett, felizmente, vive sem sequelas daquele dramático acidente.

Comentários do Facebook

comentários

69 comentários

  1. Douglas Rocha disse:

    E muito mais arriscada! RT @TiagoDomingos Da época que a F1 era uma bagunça (mas era mais romântica tb): http://bit.ly/W5MNa

  2. Excelente texto sobre o GP da Bélgica/81 do @ivancapelli F-1 quase amadora http://bit.ly/W5MNa

  3. Antonio Eduardo Gomes disse:

    … e ainda diziam que Spa-Francorchamps era perigosa…….. tá certo que o traçado anterior e mais longo de Spa continha uns precipicios mas…. perto da ziquizeira de Zolder (ô pista ruim de duê), Spa é altamente segura!!!

  4. Fabiano Prado disse:

    Descobri seu site a pouco tempo e fiquei impressionado com a qualidade das noticia. Dá uma volta e meia de vantagem no site do Globo Esporte, o “site oficial” da F1 no Brasil. Por exemplo, fiquei sabendo do Fisichella na ferrari primeiro aqui.

  5. Ulisses disse:

    Excelente texto sobre o GP da Bélgica/81 do @ivancapelli F-1 quase amadora http://bit.ly/W5MNa

  6. Vitor old scholl disse:

    Bem Capelli

    Outrora , bons momentos e maus momentos. Fica ai a sensação de um enorme amadorismo, tanto por parte da direçao de prova quanto por parte de mecanico. Que talvez, por um pouco de muita boa vontade quase nao se mata.
    Mas a F1 “amadora” se comparada com a de hoje dita “profissional”, era bem mais agradavel e tocava bem mais no fundo do coraçao do que a atual.

    PS: Continua Nelsinho, vc e grande.

  7. Fábio Marchiori disse:

    Olá amigos. Talvez o Campelli possa confirmar também, mas acho que o Nelson Piquet também teve um tipo de acidente parecido com este, atropelando um mecânico na saída dos boxes. Fica a minha dúvida, pois só ouvi falar disto a muito tempo já que nesta época, ainda não me entendia muito por gente !!!
    sds

  8. Ricardo Silva disse:

    Este acidente eu comparo com o do Ricardo Paleti no Canadá, são marcantes e ficam na memória pela gravidade da situação e as cenas de desespero.

  9. Bruno disse:

    Realmente impressionante a imagem. Não sabia desse acidente.

    Assim como não sabia dos que o Rodrigo Rocha falou. Fui verificar o acidente de Tom Pryce em 77… meu Deus!! Chocante demais!!

    Incrível como mudou a preocupação com a segurança comparando antigamente com hoje…

  10. André Muraro disse:

    Olha esse acidente na F1 em 1981 no GP da Bélgica em que o mecânico é atropelado. F1 amadora não? http://bit.ly/W5MNa

  11. Mário Salustiano disse:

    Pandini

    obrigado por dirimir a dúvida, eu tinha uma idéia que os limites de velocidades haviam sido estipulados por volta dos anos 90 mas não lembrava com tanta precisão das datas e acontecimentos, também em relação aos acontecimentos da corrida de zolder de 81 vale lembrar que o ocorrido nos treinos não foi motivado por velocidade alta do Reutemann, infelizmente foi uma fatalidade, naquela epoca os trenos classificatórios ocorriam em duas etapas e num tempo bem maior que hoje e portanto os pilotos faziam seus acertos sem a afobação atual motivada pela necessidade da televisão e ter algo ocorrendo para manter audiencia, quando começaram a apertar o tempo da classificação e abastecimentos em provas foi que vários incidentes começaram a preocupar as autoridades dado o modo como os pilotos começaram a se exceder ao entrar nos boxes

    abraços

  12. João Jr. disse:

    Achei que a besteira maior foi do próprio mecânico. Querer “dar a partida” no meio da largada é demais, né?
    João.

  13. Carlinhos disse:

    Por várias vezes vi estas imagens em algumas compilações de acidente pela net, mas nunca soube da história e quem seriam os pilotos.Sensacional post, Capelli.
    Agora sem minhas dúvidas. Abraços…

  14. Pandini disse:

    Respondendo à dúvida do Mario Salustiano: o limite de velocidade nos boxes foi implantado a partir do GP de Mônaco de 1994. Medida motivada pelos acontecimentos de Imola (além das mortes de Senna e Ratzenberger, uma roda soltou-se do Minardi de Michele Alboreto e atingiu alguns mecânicos).

  15. Ridson disse:

    http://historiasevelocidade.blogspot.com/2009/06/historia-se-repete-dracon-solon-e.html

    Diga lá Capelli e leitores do blog do capelli
    convidamos a todos a conferirem o blog “Histórias e Velocidade”.
    Neste último post, uma analogia maluca sobre Dracon, Solon (tiranos da Grécia Arcaica) e Mosley/ Montezemolo…
    confiram, leiam, comentem!

  16. Geckodriver disse:

    Meu Deus, que mecânico louco. Nem lembrava dessa…

  17. Rodrigo Rocha disse:

    Essa é uma das 4 piores imagens que eu já vi na F1. Acho que pior que essa só:

    1 – O corpo do Bandini, carbonizado, retirado do carro
    2 – As fotos do fiscal de pista e do Tom Pryce após o acidente da África do Sul de 1977
    3 – O David Purley tentando salvar o Roger Williamson em 73 (não me recordo o GP), ambos (ele e o fiscal de pista) com um “spray de carnaval” numa chama monstruosa.

    A cena do Donnely também é incrível, em Jerez 1989, para mim completa as “top cinco” que preferiríamos que nunca tivessem acontecido.

  18. Rodrigo Rocha disse:

    Acho que não existia velocidade máxima. Lembrem-se de 1993, doze anos depois, quando Senna fez a volta mais rápida no histórico GP da Europa numa volta em que entrou no pit-lane e não parou.

  19. ELF_TL72 disse:

    Capelli: não sei se você concorda comigo, mas em matéria de absurdos, a Arrows figura entre as principais equipes da F1. Seja por situações como esta, da loucura do mecânico, seja pela estranheza de seus bólidos. Esse aí do acidente, o A3, até que era normalzinho, mas, pelo que me lembro o A1, que era plágio do projeto de alguma outra equipe (não lembro qual), era bem esquisitinho.
    Mas estranho, estranho mesmo, para mim, foi o A2. Aquilo parecia uma lancha de corrida, não um F1. O bico era curto, o piloto sentava lá na frente e ficava tão enfiado no carro que nem dava para ver direito o capacete. Fora os aerofólios que eram embutidos nas suspensões, e o retrovisor parecendo uma antena de formiga.
    Na época eu era bem criança e não entendia essa história de efeito solo. Só depois é que eu entendi que esse carro gerava tanto down-force que quase enterrava o assoalho no asfalto.
    Outras feiuras foram o A9 e o A10, com aquele bico chato que parecia moldado na perna do piloto (se não me engano, era projeto do Ross Brawn!).
    Capelli: com tantos carros estranhos, não vale um post a respeito dos 10 mais? Para mim, a Arrows vai despontar como recordista…

  20. Arthur Simões disse:

    AJUDA!!!

    Onde dá pra encontrar corridas completas de F1??????
    Só consigo assistir no youtube…Já tentei baixar algumas pelo Limewire mas não achei nenhuma.

    Tem umas corridas da década de 90 que queria ver de novo.Será que tem com narração do Galvão Bueno(transmissão da TV Globo),ou só tem com o Murray Walker,Schulz,etc…???

    Alguém tem uma dica de onde posso encontrar???
    Valeu!!

  21. Epson Araújo disse:

    uma observação: talvez, vamos dizer ‘uma sorte’ e que naquela epoca alguns carros tinha a asa dianteira mais alta,como era o caso da Arrows,pois dai não pegaria tão en cheio no corpo do mecânico, se a asa fosse mais baixa, so Deus sabe…, vou ser cincero entre os anos 1978 à 1985 nunca gostei da organisação da F1.
    Obrigado.

  22. Helinho disse:

    Bem lembrado o acidente com o Tom Pryce. Se não me engano o mecânico não foi atingido e sim o piloto, com o extintor que o mecânico carregava e que ao ir pra tras pegou bem na cabeça do mesmo. Acho que um documentário com a atriz Sydney Rome (Formula1 febre da velocidade) mostra o fato.

  23. Andersson Catani disse:

    Bah… o Nóbrega – PaddockOnline.com.br matou a pau…

    Escreveria a mesma coisa (mas sem as citações literárias, não são o meu forte) a respeito do comentário infeliz do amigo “inteligentão” Rodrigo Tozzi.

    Se for para comentar sobre estas picuinhas, nem perca tempo.

    Sobre o post, genial.
    Capelli, poderia voltar com os posts épicos né… Baú do Capelli e tal… Sempre faz sucesso!

    Abraço!

  24. Armando Bomfim disse:

    Se vocês acharam isto chocante, me digam depois de verem os vídeos sobre a morte de Tom Price no youtube… vejam o atropelamento de um comissário de pista a mais de 300 Km/h… percebem que tanto o piloto quanto o comissário morreram… um esfacelado e outro decapitado pelo impacto do extintor de incêndio carregado pelo comissário….

  25. Vou te falar, existem imagens dos anos 70/80 que eu gostaria de nunca ter visto.
    Eu lembro deste GP ai, e como disseram, lembro do Palleti pegando fogo no carro.
    Fico muito feliz por não temos mais estas cenas hoje. A última foi do Kubica no Canadá e que fique por lá.
    []’s

  26. Adriano Figueiredo disse:

    Momento trágico e dramático, porém inesquecível, de uma Fórmula 1 que apesar de pormenores como esse, era fantástica.

  27. Tuta Santos disse:

    Me lembro como se fosse ontem. Por falar nisso, que dia é hoje mesmo?
    Brincadeira, lembro bem, do desespero do cara, da afobação do meca, também.

  28. bananas disse:

    Afinal… como terminou a corrida ????

  29. Mellotone disse:

    A F1 já teve acidentes horrorosos envolvendo pilotos, mecânicos e fiscais de pista. Em 1977 teve aquele fiscal que atravessava a pista com um extintor de incêndio e foi atropelado pelo Tom Pryce, destruindo a cabeça do piloto, ambos morrendo instantaneamente.

  30. @ Rodrigo Tozzi

    Falar “risco de vida” está completamente correto. Isso de falar “risco de morte” é algo que a imprensa inventou de algum tempo pra ca. A frase “risco de vida” quer dizer na verdade “risco de perder a vida” onde o “perder a” está implicito na frase. Eh a mesma babaquice de quando alguem fala “tirar a pressão” vem sempre outro e fala “se tirar a pressão a pessoa morre”.

    Será que pessoas como vc tb ironizariam alguns artífices do idioma como Aluísio de Azevedo, em O cortiço, que escreveu: “Delporto e Pompeo foram varridos pela febre amarela e três outros italianos estiveram em risco de vida.” ou José de Alencar que em O guarani escreve: “Não há dúvida, disse D. Antônio de Mariz, na sua cega dedicação por Cecília quis fazer-lhe a vontade com risco de vida.”

    Não sou melhor do que ninguém, mas não fico lendo os textos dos outros para depois vir aqui comentar algo com tanto ar de superioridade ao ponto de nem ver a besteira que estava escrevendo. ;)

    Sobre o post… bom.. o mecânico pediu para que isso acontecesse ne? srsrs

  31. Mauro disse:

    Se Siegfried Stohr era italiano, será que o mecânico Dave Luckett era português? (Com todo respeito os meus ascendentes portugueses: avós, bisavós, tios, etc…)

  32. Felipe disse:

    Capelli,

    sobre vc dizer q a unica explicacao é a de que ele saiu pq achou q era volta de apresentacao, eu nao concordo muito. as vezes o mecanico dava o sangue nos treinos pra ajustar o carro do piloto e na hora da corrida ele ve o problema e tenta salvar a corrida e o seu trabalho q acaba tomando decisoes estupidas. naquela epoca os caras eram loucos por f1, apaixonados mesmo. na minha opiniao foi isso…

    o q vc acha ?

  33. Andre Benevides disse:

    Esqueci de completar. Com mecânicos inteligentes assim está explicado o motivo do “sucesso” da Arrows.

  34. richarley disse:

    A angustiante história do piloto que pensou ter matado um mecânico de sua própria equipe. http://migre.me/2RwG (via @ivancapelli)

  35. Andre Benevides disse:

    Se era largada ou nova volta de apresentação, se meter entre carros de F1, que pulam de 0 a 100km/h em segundos, não é lá uma atitude muito inteligente, inclusive naquelas circunstâncias.

  36. A melhor maneira de assistir corridas antigas é baixando da Internet (dá para encontrar várias dos anos 70 e TUDO dos anos 80) ou comprar de alguns colecionadores.

  37. Erwin disse:

    Nunca vi isso… uma edição de imagem tão mal feita. A câmera corta exatamente no momento da batida.

  38. Pedro Liguori disse:

    Tensão, mas convenhamos que o mecanico não foi muito inteligente.

    Será que a mãe dele nunca disse pra ele não atravessar a avenida quando o semáforo estiver aberto???

    • Capelli disse:

      Suposição minha, mas talvez com toda a confusão que foi a preparação para aquela largada, ele tenha imaginado que era uma saída para nova volta de apresentação e não a largada em si. É a única explicação para ele ter se enfiado no meio dos carros…

  39. Sérgião disse:

    Na boa, mas vai ser burro assim lá na casa do carvalho!!!!

    Entrar na pista no meio da largada????

    Que imbecil…

  40. grande memória e relato, Capelli. não sabia desse acidente.

    e pra quem ficou curioso qto ao outro acidente citado aqui nos comentários, com o David Purley tentando salvar o Roger Williamson, segue link: http://www.youtube.com/watch?v=3mz3ZzSXyWM

    :(

  41. Rodrigo Tozzi disse:

    “(…), mas não corre risco de vida.” ???

    Ok, no contexto do pobre mecânico, viver, naquele momento, era um risco…

  42. Rodrigo Dias disse:

    Ótimo post do @ivancapelli sobre o amadorismo da F1 antigamente: http://bit.ly/W5MNa

  43. A F-1 está muito mais organizada e dificilmente algo assim acontece de novo. Excelente o relato do @ivancapelli http://tinyurl.com/mtutss

  44. Rafael disse:

    Fala, pessoal!
    Há um bom tempo eu venho pensando se haveria uma forma de algum desses canais pagos terem a licença para transmitir corridas antigas, cenas curiosas, pitorescas da F1 antiga. Isso existe no futebol. Volta e meia podemos assistir a partidas antigas na íntegra. Por que não existir um canal que faça a mesma coisa com a F1?
    Um abraço a todos

    Parabéns, Capelli.

  45. Mário Salustiano disse:

    Capelli

    acompanhei essa corrida e lembro bem de todo esse caos que sucedeu a largada, agora uma dúvida ,não me recordo de em 1981 já existir regulamentação sobre velocidade máxima no pit lane, acho que só algum tempo depois quando começaram os reabastecimentos durante as provas é que esse regulamento foi criado, voce lembra se é isso mesmo, mas valeu pelo post

    abs

    Mário

  46. Pedro disse:

    Capelli,

    só uma coisa que eu fiquei meio assim, “Mesmo sendo um psicólogo formado, o italiano não reagiu bem ao fato de quase ter matado um mecânico da própria equipe”. Eu sou psicologo formado e tbm iria ficar desconsolado se eu ficasse nesta situação!

    Psicólogo, é, antes de tudo, ser humano também!!!

    abçs

    • Capelli disse:

      Não é bem esse o sentido, Pedro. O “não reagiu bem” foi com relação às atitudes dele depois do acidente, entrando em parafuso a ponto de abandonar o automobilismo.

      A reação momentênea de desespero é natural para todo mundo, mas imagina-se que alguém que estuda a psique humana consiga reagir de forma menos emocional no pós-trauma.

      Mas posso estar errado, não sou psicólogo. :)

  47. Fábio Mandrake disse:

    Os pais de Siegfried eram alemães, e tem uma curiosidade Capelli, o Sthor também era psicanalista formado!Imagina quase matar o próprio mecanico foi d+ pra ele mesmo, anos depois ele voltou em categorias de turismo na Itália.Foram 9 gps na F1 com um sétimo lugar como melhor resultado e justamente na última corrida da sua carreira.

  48. Capelli disse:

    A angustiante história do piloto que pensou ter matado um mecânico de sua própria equipe. http://migre.me/2RwG

  49. Luís disse:

    Eu lembro desse acidente(ficou marcado o desespero do Stohr na minha memória), mas não sabia de todo o background!

  50. O chocante não é o acidente, e sim o desespero do Stohr! Nunca tinha visto piloto tão desesperado na F1, fora aquele tentando salvar o amigo do carro capotado e em chamas (desculpa, mas eu sou péssimo pra nomes… uma hora eu lembro quem foi)

  51. anônimo disse:

    Absurdo! Ê Fórmula 1!

  52. Fabio disse:

    Tirando o horror do acidente, chama a atenção como esses carros do final dos 70 e começo dos 80 eram basicamente um motor e dois radiadores gigantescos.

  53. João Ota disse:

    Olá Capelli!
    Muito legal esse post! Nem tinha nascido na época… hehe
    Muito forte a cena do acidente. E uma imagem que fica é a do Stohr desesperado…
    Abs!

  54. Pandini disse:

    Capelli, descrição precisa e exata como sempre. Eu me lembro disso como se fosse hoje.

    Curiosidade. No GP seguinte, em Mônaco, a largada foi atrasada por um bom tempo por causa de um incêndio no hotel da Loews (antiga Estação, atual sei lá qual nome – o hotel já foi rebatizado umas três vezes…). A água usada para combater o fogo vazou para dentro do túnel e molhou a pista.

    Durante a espera, a TV flagrou Stohr cochilando sentado no chão, com o corpo apoiado em seu Arrows (cena inimaginável hoje). Um mecânico aproveitou e colocou na frente da câmera um cartaz escrito à mão: “Hello, Dave Luckett”.

    Ah, sim. Não houve jeito de secar o asfalto no túnel. A solução encontrada para que a corrida acontecesse foi decretar todo o túnel como zona de bandeira amarela durante toda a corrida. Esta sim, inesquecível. Vibrei com a liderança de Nelson Piquet, fiquei puto quando ele bateu e vibrei de novo com a ultrapassagem de Gilles Villeneuve sobre Alan Jones, a poucas voltas do fim, para ganhar sua primeira corrida depois de um ano e meio de jejum. Abraços. (LAP)

  55. Alan Dias disse:

    Sobre o Stohr… italiano mesmo, Capelli? Pois nome e sobrenome indicam outra patria. Talvez o moço seja austríaco, germânico… mas italiano? “Yo no creo mucho…”

  56. Gustavo Cristofolini disse:

    Mas, convenhamos, entrar na pista durante a saida dos carros????

    Será que o mecanico nao poderia ter aguardado passar todos os carros?

  57. Realmente é chocante demais esse acidente!

    Zolder estava zicada mesmo!

    abraços

  58. Antonio disse:

    Cara……………….mmmbbbaaaaa!
    Deu até mal-estar!
    Era moleque, mas lembro do Palletti pegando fogo no grid (Foi horrível demais também!)

    Mudando um pouco de aura….
    Se eu achar o twitter do Kazuki vou recomendar o Dr. Siegfried Stohr pra ele!

    Capelli,
    Abraço.

  59. Felipe Fugazi disse:

    Retrato de outra epoca, F1 quase mambembe, mecanicos solidarios, até mesmo pilotos! Imagina uma coisa dessas hoje em dia?
    Acho que o ultimo que teria algum perfil “proximo” disso seria o Michael Schumacher, “proximo” entre aspas notem bem…
    Carros liberados para a volta de aquecimento sem todos pilotos em seus carros, segunda volta de apresentação para um piloto, carros superaquecendo, pneus esfriando…
    Onde acharam o diretor da prova? Em algum boteco?
    Mas olhando assim vemos quanto a F1 evoluiu nesses anos todos, embora que em varios aspectos parece que ela involuiu.

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