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4 de outubro de 2009 - 13:51Análises

Rapidinhas: GP do Japão

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Vitória tranquila de Sebastian Vettel numa corrida bem menos movimentada do que o habitual em Suzuka. O alemão não foi ameaçado em momento algum, dominou a prova do começo ao fim e não correu riscos nem na relargada a quatro voltas do fim, depois que Jaime Alguersuari desmanchou sua Toro Rosso e forçou uma entrada do Safety Car.

- Jarno Trulli chegou em segundo, superando nas paradas de box Lewis Hamilton, que havia largado melhor e saltado para segundo. A classificação do pódio mostra o quão pouco emocionante foi a corrida: os três primeiros do grid chegaram nas mesmas posições ao final de 53 voltas. Foi a primeira vez na temporada em que isso aconteceu.

- Lá atrás, brincando de gato e rato, Rubens Barrichello e Jenson Button levaram uma instável Brawn à sétima e oitava posições, respectivamente. Para o inglês, grande negócio: perdeu apenas um ponto no campeonato e agora lidera com 14 pontos de folga, restando apenas 20 em disputa.

- A vantagem relativa, cuja tecla venho batendo já há algumas provas, agora cresceu para 70%. Proporcionalmente, a diferença de Button na liderança do campeonato só faz aumentar há cinco corridas. E agora falta muito pouco para confirmar o título.

- Com a vitória, Vettel manteve-se vivo na disputa, a 16 pontos de Button. Mas basta ao inglês somar apenas quatro pontos nas próximas duas corridas para tirar as chances do alemão da Red Bull. Ou seja: dois sétimos lugares, resultados bastante prováveis.

- Barrichello ainda tem mais chances que Vettel, mas praticamente só matemáticas. Mesmo que vença as duas provas seguintes, em Interlagos e Abu Dhabi, precisa torcer para que Button não some seis pontos nas duas etapas. Em resumo: Button não pode chegar duas vezes em sexto e nem pode subir ao pódio nenhuma vez.

- Para levar o caneco para casa, Button precisa de apenas um pódio em duas provas. A Brawn anda oscilando muito e talvez o pódio não seja mesmo possível. Mas acho muito pouco provável que, munido do mesmo carro, Barrichello consiga duas vitórias sem que o companheiro passe perto da sexta posição. Seriam necessárias duas zebras em duas corridas para a sorte virar a seu favor. Complicado.

- Com a Red Bull sobrando como sobrou hoje em Suzuka, soa mais provável até que Vettel consiga vencer as duas, com Button obtendo resultados ruins. Mas duvido que o inglês perca o título mundial.

- Há dois anos, Kimi Raikkonen descontou uma diferença maior, 17 pontos, para Lewis Hamilton, em apenas duas provas. Mas é sempre bom lembrar que foi um campeonato de exceção, uma das maiores viradas da história. As chances de acontecer de novo são pra lá de remotas.

- A temporada de 2009 vem sendo mesmo muito esquisita. Ver os dois principais postulantes ao título brigando apenas por posições intermediárias como nas últimas duas provas torna-se um tremendo anticlímax. Alguns chamam de equilíbrio. Eu prefiro chamar de bagunça. Um campeonato mal gerido desde o começo, com uma mudança abrupta de regulamento, interpretações não muito transparentes das regras e proibição de testes.

- Como cereja do bolo, só falta Button e Barrichello não conseguirem pontuar nas últimas duas provas e, mesmo assim, Button e Brawn serem campeões. Seria o desfecho perfeito para uma temporada farsesca.

- Daqui a duas semanas, GP do Brasil em Interlagos. Aposto um café como Button viaja para Abu Dhabi campeão.

Reprodução/Formula1.com

Reprodução/Formula1.com

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comentários

29 comentários

  1. Rafael disse:

    Então tá apostado o café Capelli…

    Tanto Button não vai pra última prova campeão, e pra alegria nossa Barrichello sagrasse campeão com 1 ponto de diferença…

    Fique vivo pra ver, porque quero meu café daqueles de R$ 25,00 hein…

  2. SPLASHANDGOPENALTY disse:

    E quer saber?Aposto um almoço com você que o Vettel ainda pega o vice-campeonato (estou torcendo para isso,hehehe.).Aí seria desmoralizante para o Barrichello,mesmo ele tendo feito uma boa segunda metade de campeonato;mas não importa,quem mandou ele cometer erros bisonhos na primeira?.BUTTON,THE CHAMPION!

  3. Felipe Fugazi disse:

    O “quase” Grand Chelem do Vettel só demonstra que a F-1 de uns (muitos) anos pra cá é uma competição de carros, e não de pilotos.
    O Vettel só não fez a melhor volta, porque não precisava.
    Já o companheiro dele Webber fez porque na posição em que estava não tinha compromisso com nada.
    Ou seja era o carro que determinava o resultado, o piloto corresponde aos famosos 20% que o Senhor Ecclestone profetizou nos anos 80.
    Com carros iguais, o piloto faz a diferença, mas com carros diferentes, o resultado depende da adaptação do equipamento ao circuito.
    Foi o que vimos na Brawn no inicio do Mundial, a reação da Red Bull no meio e agora em Suzuka, a tentativa da Mclaren, da Ferrari um pouco depois; e a surpresa da Force India em Spa e Monza.
    Milagre?
    Não era só os 80% correspondente ao carro.

  4. Marco Toyota disse:

    Borg,
    Ele quase conseguiu. É que o Webber fez a melhor volta, no finalzinho.
    Aí vai um lista com os Chelem até hoje:

    1 CLARK Jim 8
    2 ASCARI Alberto 5
    3 SCHUMACHER Michael 5
    4 STEWART Jackie 4
    5 SENNA Ayrton 4
    6 MANSELL Nigel 4
    7 PIQUET Nelson 3
    8 FANGIO Juan Manuel 2
    9 BRABHAM Jack 2
    10 HAKKINEN Mika 2
    11 HAWTHORN Mike 1
    12 MOSS Stirling 1
    13 SIFFERT Jo 1
    14 ICKX Jacky 1
    15 REGAZZONI Clay 1
    16 LAUDA Niki 1
    17 LAFFITE Jacques 1
    18 VILLENEUVE Gilles 1
    19 BERGER Gerhard 1
    20 HILL Damon 1

  5. Bjornn Borg disse:

    Capelli,

    É impressão minha ou o vettel conseguiu um Grnd Chelem?
    Pole, melhor volta, e vitória de ponta-a-ponta?

    Você poderia publicar um post com a lista dos pilotos que já conseguiram tal feito. O que acha?

    Abraço.

  6. Júlio disse:

    Engraçado, duas coisas merecem ser comentadas sobre essa corrida e sobre o campeonato atual:

    - Primeiro, reclamam da falta de ultrapassagens, mas quando o Sutil tentou a única ultrapassagem foi rechaçado pelo narrador e pelos comentaristas. Outra coisa, até quando o piloto tem mais carro evita fazer a ultrapassagem, esperando fazê-la nos boxes, o que vai mudar a partir do ano que vem…

    - Segundo, quem tem mais chances de chegar no Button é o Vettel, e não o Barrichello, que fez mais uma corrida medíocre, como sempre faz quando está sob pressão. Se é o tão bom acertador de carros como alardeiam por aí, por que ele tinha um carro menos equilibrado que o do companheiro nessa corrida???

    Um exemplo de como os pilotos hoje evitam a ultrapassagem na pista foi o ritmo do Button antes e depois do toque entre o Sutil e o Kovalainen…

  7. Jonny'O disse:

    Quanto as ultrapassagens ,acho que é um grande problema para eles , além do fator da aerodinamica tem ainda o pequeno espaço de frenagem que um F1 faz hoje em dia e a tatica de corrida ,com a possibilidade de se ganhar a posição nos boxes sem riscos ,de alguma forma isso influencia na atitude do piloto.

    Acho que os carros atuais melhoraram neste aspecto ,não tanto como gostariamos mas acredito ser valido novas tentativas ,um desenvolvimento constante neste caminho , mas este é um problema de quase todas as categorias de monoposto atualmente .

  8. Klauss disse:

    “Como cereja do bolo, só falta Button e Barrichello não conseguirem pontuar nas últimas duas provas e, mesmo assim, Button e Brawn serem campeões. Seria o desfecho perfeito para uma temporada farsesca.”

    Esse penúltimo tópico faz lembrar a análise que eu já fiz nas duas primeiras corridas: Todo mundo tinha achado o começo de temporada quente, com boas corridas, surpresas, e aquelas coisas todas.

    Eu lembro que eu sempre fiquei com um pé atrás, achando que o embaralhamento das forças tradicionais no começo do ano era uma jogada artificial. Se por um lado as primeiras corridas voltaram a ter mais ultrapassagens, mais arrojo, mais disputa, aquilo tudo pra mim pareceu forçado desde o começo. Eu sempre dizia que se fosse pra tornar a F-1 “competitiva” desta forma, deviam então fazer o seguinte: deveriam pegar os tempos dos pilotos no treino, e fazer o grid invertido – o mais lerdo na frente, e o mais rápido saindo da última fila. Parece ser o mais “coerente” com a política incoerente dessa FIA de Max Mosley. Ou pq não fazem o grid no sorteio de uma vez?

    Farsa por farsa, melhor o sorteio do grid que sorteio para a definição do regulamento, não?

  9. Marco Toyota disse:

    É verdade… Eu vivo dizendo que deveriam colocar freios de KOMBI nesses F1… :)
    Além do excesso de punições, existem uma falta de critério. Por exemplo, Webber foi punido por passar Alonso por fora da zebra em Cingapura, mas em Spa Kimi foi até o estacionamento na La Source e conseguiu embalar prá passa o Kubica.

  10. Jonas Martins disse:

    Outro grande problema em relação a ultrapassagens é o grande equilibrio que há hoje em dia. Se pegarmos a primeira parte da classificação, onde todos os pilotos podem fazer suas voltas podemos ver que a diferença entre o primeiro e o ultimo as vezes não chega a dois segundos. Na década de 80 por exemplo, basta ver alguns videos no youtube, a diferença entre o primeiro e o sexto ja chegava a ser de dois segundos. Todos os carros são muito parecidos, consequencia da alta tecnologia envolvida, e principalmente na minha opinião: freios extremamente poderosos. Hoje anda-se um pouco pra lá do limite, praticamente impossível atrasar freiadas, pois já se freia pra lá do deus me livre… Outra coisa: os carros praticamente não quebram atualmente, coisa que era bem comum em décadas passadas. Os circuitos novos também não ajudam muito, são bonitos e seguros, mas nada que traga competitividade. Por fim, punições em excesso também fazem o esporte perder a graça, dividir curvas é o grande barato pra qualquer piloto, para qualquer fã do esporte, e hoje pune-se o arrojo, pune-se a briga por posições, pune-se até se o sujeito que coloca a roda numa linha branca na saída dos boxes. Infelizmente, a Formula 1 perdeu sua identidade, e pilotos e campeonatos e histórias como as vividas há 20-30 anos atrás ficarão apenas na memória. Fico feliz em ter vivido a era Senna-Prost-Mansell-Piquet, em que se decidia a corrida na pista, e não nos boxes…

  11. Marco Toyota disse:

    Falando de regulamento, parece que o que mais dificulta as ultrapassagens é a turbulência que é gerada pelos difusores.
    Deu prá ver que em SPA e em Monza (pedem pouco downforce), os caras conseguiam embutir no cambio e abrir prá tentar passar. Esse regulamento ainda deixa os carros muito “grudados” nas curvas mais pela aerodinâmica e menos pela suspensão.
    Uma dúvida: O que esses difusores fazem não é a mesma coisa que aquela turbina da Brabham faziam?

  12. Raul Costa disse:

    E a história do difusor serviu pra brawn destruir no inicio mas continuamos com carros q nao conseguem ultrapassar, ja q sao tão (ou mais) dependentes de aerodinamica como antes..

    é legal ver as equipes pequenas ganhando, mas q o campeonato de 88 teve mais ultrapassagens q esse, isso teve

  13. Campeonato 10-6-4-3-2-1, atualizado…

    1 Jenson Button 70
    2 Sebastian Vettel 56
    3 Rubens Barrichello 50
    4 Mark Webber 38,5
    5 Lewis Hamilton 34
    6 Kimi Raikkonen 32
    7 Nico Rosberg 19
    8 Jarno Trulli 15,5
    9 Heikki Kovalainen 15
    10 Felipe Massa 12
    11 Fernando Alonso 11
    12 Giancarlo Fisichella 6
    13 Timo Glock 6
    14 Nick Heidfeld 6
    15 Robert Kubica 3
    16 Adrian Sutil 3
    17 Sebastien Buemi 0
    18 Sébastien Bourdais 0
    19 Kazuki Nakajima 0
    20 Nelson Piquet 0
    21 Luca Badoer 0
    22 Vitantonio Liuzzi 0
    23 Roman Grosjean 0
    24 Jaime Alguersuari 0

    Rubinho eliminado matematicamente e o Vettel ainda podendo chegar… Legaaaaal…

  14. Sidewinder disse:

    Com essas punições comendo solta, a F1 corre o sério risco de extinguir o arrojo dos pilotos. Logo teremos apenas pilotos burocráticos como o Button, que consegue tornar o campeonato bem bocejante.
    A categoria era mais interessante quando os pilotos corriam de forma alucinante, sem pensar na própria segurança.

  15. Felipe Fugazi disse:

    Capelli me desculpe por usar um pouco mais do espaço, mas vamos lá…
    As mudanças na aerodinamica dos carros não surtiu o efeito desejado, que era aumentar as oportunidades de ultrapassagens.
    Elas não acontecem porque quando um carro se aproxima de outro, ele perde o downforce, vimos isso no “DUELO” (entre aspas, porque não foi duelo, foi mais um comboio), entre Kovalainen – Sutil – Button, Button – Barrichello pouco antes do Safety Car, Button – Kubica depois do Safety Car.
    Ou seja, nada mudou.
    A unica diferença que o regulamento aerodinamico trouxe, foi abrir a oportunidade para que a Brawn GP e a Red Bull passassem a perna na Ferrari e na Mclaren, já que todos partiram do zero.
    Mas algo novo tem de ser feito, talvez o aumento dos pneus, talvez na dimensão dos pneus do fim dos anos 80.
    Atualmente o Mundial é de carros, não de pilotos, ganha e por muito, quem tem o melhor conjunto, foi a Brawn no começo do Mundial, depois a Red Bull no meio, a Mclaren, a Ferrari e a Force India até rasparam na superficie do sucesso, mas o melhor equipamento foi, é e sempre será determinante, aliás essa sempre foi a regra da F-1.
    Bons pilotos são importantes, mas o carro é no minimo 70% do resultado.
    * Eduardo Casola, se decida, o Hamilton é ou não um bom piloto?
    Porque no seu comentário primeiro, critica, depois elogia!?!?

  16. Lucas disse:

    A mudança de regulamento foi benéfica ao esporte e cumpriu com o seu objetivo. O que atrapalhou foram as regras não muito claras, que geraram diversas interpretações pelas equipes. A proibição dos testes durante a temporada fez com que todas as equipes disputassem em igualdade, pois até então somente quem tinha mais dinheiro é que tinha mais chances de vencer.
    A única coisa que as novas regras não conseguiram foi facilitar as ultrapassagens. A princípio a remoção de todos os apêndices aerodinâmicos seria a solução para isso, já que os mesmos não geravam turbulência para o carro que vem atrás dificultando a aproximação. Porém a regra não muito clara sobre os difusores permitiu que a equipes modificassem esse componente, o que melhorava o desempenho do carro, mas fazia voltar o problema da turbulência. E pelo que estou acompanhando na página de análise técnica do site oficial da F1, as equipes estão se aproveitando de brechas do regulamento para instalarem apêndices aerodinâmicos disfarçados no carro. Se continuar assim não vai demorar muito para voltarmos a ver os carros cheios de “penduricalhos” como era antes.

  17. Luiz G disse:

    Para Eduardo Casola:

    Pois é…o Hamilton, assim como o Massa, tem o sangue do guerreiro, mas sempre que partem pra cima, recebem críticas e punições…

    Onde está a emoção nas corridas?…..Nos boxes?

  18. Luiz G disse:

    Olá Capelli. Concordo com tudo.

    Foi um campeonato bagunçado e, mesmo que Barrichello fizesse uma grande virada, não tornaria o campeonato melhor. Seria bom, claro, ver um brazuca campeão, mas, de que vale isso acontecer como uma grande sorte histórica?

    Depois do domínio de Button no começo da temporada, o campeonato se perdeu, como que sem direção.
    Barrichello ensaiou uma reação, mas se perdeu no limbo.

    Button não fez NADA na segunda metade do campeonato e só não perdeu a liderança porque ninguém fez grande coisa também.

    Um campeonato sem tempero e sem gosto, com o intuito de levantar um título para garantir o futuro de Button no marketing.

    Bom pra ele, mas ruim pros expectadores.

  19. ELF_TL72 disse:

    Para mim, parece indiscutível que os méritos da Brawn, na primeira parte do campeonato, foi ter um conjunto equilibrado. Um chassis simples e harmônico, o melhor motor da F1 na atualidade e, dos pilotos medianos, o mais talentoso.
    (Vale lembrar que quando perguntram em 2001 para o Schumacher, ele disse acreditar que um dia Button seria campeão).
    Na segunda metade, veio uma virada. As demais equipes investiram em seus projetos e a Brawn piorou o carro ao mexer no sistema de freios, beneficiando o estilo do Barrichello e prejudicando o de Button.
    Vettel vem demonstrando cada vez mais que tem um talento acima da média e o chassis da RBR está perto da perfeição. Se ao invés de ter o motor Renault, que parece ser o mais fraco dentre os que estão na categoria, tivesse um propulsor Mercedes, certamente contaria com o melhor pacote da F1.
    Para o ano que vem, com o fim do reabastecimento, resta ver quem se dará melhor, já que chassis e motores deverão se adaptar. Se não forem as mudanças muito bruscas, certamente a RBR sai na frente para o ano que vem.

  20. Luis Skinner disse:

    Se o Vettel não tivesse cometido alguns erros bobos no campeonato, poderia estar brigando pelo título com grandes chances… do mesmo modo, se o Hamilton não tivesse mentido na Austrália e rodado em Monza, ele estaria em 4º lugar no campeonato e a McLaren na frente da Ferrari nos construtores… mas “ses” não mudam nada!
    Também acho que o campeonato vai para o Button, com o Vettel vice.
    Luis.

  21. Eduardo Casola Filho disse:

    Vi um post interessante sobre a disputa entre Button e Barrichello e acho que o comentário não podia ser mais preciso sobre os pilotos.

    http://formulauk.wordpress.com/2009/10/04/quando-equilibrio-nao-e-qualidade/

  22. Jonas Martins disse:

    Também acho que a mudança de regra não foi tão ruim, e que a Formula 1 precisava de uma mexida mesmo. Legal ter carros que se adaptam melhor a certos tipos de pista, e muito bacana os pilotos que ficavam sempre no fundão mostrarem um pouco do que são realmente capazes. A única coisa dessas regras que me incomoda é a proibição de testes, que na minha opinião chega a ser perigoso, principalmente quando um piloto tem que substituir outro, como no caso do Badoer, e o que certamente aconteceria hoje se o Kobayashi corresse no lugar do Glock.

  23. Eduardo Casola Filho disse:

    Pelo desempenho das equipes, digo que o Vettel tem mais chances de ganhar que o Rubinho, já que o brasileiro tem o mesmo equipamento do inglês e com a Brawn em baixa, não deve ir muito além do seu companheiro.

    Aliás, uma pena que o campeonato esteja dominado por pilotos medianos, apenas o Vettel se salva, os outros dois são pilotos meia boca e o Button tem essa vantagem porque tinha um carro muito acima dos demais e agora que os outros chegaram e passaram a Brawn, a coisa apertou. mas a sorte dele é que a vantagem que ele abriu é grande demais.

    Mas ainda aposto que o Vettel consegue levar o final para Abu Dhabi, acho que o inglês vai arregar que nem o Hamilton em 2007 e o alemão é o piloto de verdade.

    O problema de falta de emoção nas corridas, penso eu, não acho que seja o traçado de um circuito, acho que os pilotos e as equipes estão criando “chincanes” imaginárias e estão complicando as ultrapassagens, falta pilotos abusados, apenas o Hamilton ainda tem um pouco disso, saudades de pilotos ousados, como Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve, entre outros…

  24. Jonny'O disse:

    Só não concordo com relação a visão da temporada ,se for analizar por um lado ,se mudar sempre o regulamento teoricamente vai sempre embaralhar as cartas ,o que esportivamente é mais justo .

    Foi muito prazeroso vei uma Force India superior em Spa e Monza ,uma coisa impossivel se o regulamento fosse o mesmo do ano passado , que favorece as grandes por ter mais recursos para um desenvolvimento ao fio da navalha.

    Com a mudança e a proibição dos testes , a F1 ficou mais justa , isso favoreceu para quem tem mais talento na prancheta e deu mais oportunidades para os pilotos que não estão em uma Ferrari ou Mclaren ,era uma mesmice só ,e veja como um Kova mediano ficou em segundo plano em relação a pilotos como Rubens e Button que não teriam a menor chance este ano se o regulamento fosse 2009 .

    Do lado esportivo foi um ganho ,o talento (piloto e do engenheiro) foi mais importante que o poder da estrutura .

  25. rodriguera disse:

    apenas complementando…vc podia ate calcular/acompanhar a vantagem relativa do barrichelo para o vettel…
    abraco

  26. rodriguera disse:

    capelli,
    muito tem se comentado sobre as poucas chances do vettel mesmo com a vitoria ontem…realmente, ja era, chances apenas matematicas…por isso mesmo o alemao ja deve ter desencanado de tentar o titulo e esta focando apenas no vice-campeonato…e mais empolgado ainda com a vitoria de ontem e a ascensao da rbr vs queda da brawn…preocupacao para o barrichelo que alem de nao levar o campeonato, ainda corre o risco de perder o vice…
    abraco

  27. Jonas Martins disse:

    Eu aposto até um café com creme que o Button é campeão em Interlagos…

    Capelli, não me lembro de uma corrida no Japão com mais de 3 ou 4 ultrapassagens desde os anos 80!! Na verdade, apesar de ser um circuito chato, Monte Fuji foi mais emocionante que Suzuka nestes ultimos anos…

  28. Numa temporada tão anticlímax, o GP de Suzuka só podia ser chato assim. Depois de dois campeonatos cheios de lances emocionantes e disputa até o fim (2007/08), 2009 é um fiasco. E pensar que, no início do ano, a expectativa era o contrário, por conta das mudanças de regulamento. O que será que podemos esperar para 2010?

  29. Carlos Alberto Alves de Carvalho disse:

    Sua percepção é acurada o bastante para enxertar o vocábulo “farsa” no dicionário da 60ª temporada da Fórmula 1 e até mesmo acho que ela se fez presente quando das sanções sobre o “Nelsinhogate” onde, creio, teria sido melhor para o citado efebo ter recebido uma suspensão por toda a temporada de 2010 para retornar com sua conta já paga e não passar por um “delator desqualificado”, porém as disputas este ano em nada lembraram a Áustria em 2002 ou eventos do tipo. O aspecto do difusor foi um bem executado lance de interpretação do regulamento e não chumbo no tanque de combustível como a Tyrrell em 1984. Divergências à parte, a maior fraude no que concerne aos campeonatos da Fórmula 1 foi a extinção da “pontuação Balestre” vigente entre 1991/2002 (10-06-04-03-02-01)! Sim o falecido e canhestro ser legou uma meritória aferição às disputas pela vitória ao invés de insistir na senil e descabida “pontuação Zé das Medalhas” ou na “vitória qualificada” como insistiu o todo-poderoso Bernie Ecclestone. Farsa é assentir com essa pontuação ridícula instituída em 2003 (10-08-06-05-04-03-02-01) pela qual pilotos têm seus escores “anabolizados”, senão vejamos: hoje Fernando “Luiz Inácio não sei de nada” Alonso detém absurdos 26 pontos quando na pontuação, a meu ver justa, ditada por Balestre ele teria 11, ou seja, ele ganhou um Nick Heidfeld de brinde. Ademais graças aos pontos “dopados” Barrichello conserva a vice-liderança e rarefeitas chances de título (85 a 71 em seu desfavor) quando na verdade teria abandonado a porfia já em Cingapura sendo que Button (70 pontos “reais) teria em Vettel seu único adversário (56). Outro engodo é punir com o descenso no grid pilotos que trocam de motor ou câmbio mediante quebra ou necessidade. Onde já se viu tal absurdo de punir um corredor por um “crime” não cometido? Concordo com você quando chamas a Fórmula 1 de 2009 como farsesca, não sei porém, se as origens do engodo seriam, para mim e para ti, as mesmas. Um abraço!

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